Cinema City encerra hoje as 46 salas no país

  • Lusa
  • 17 Março 2020

Cinema City vai encerrar esta terça-feira as 46 salas de cinema e por tempo indeterminado. As salas de cinema localizadas em Lisboa, Sintra, Amadora, Setúbal e Leiria estão fechadas temporariamente.

A empresa NLC – Cinema City, a terceira maior exibidora em Portugal, vai encerrar esta terça-feira as 46 salas de cinema e por tempo indeterminado, no âmbito da contenção da pandemia da doença Covid-19, foi hoje anunciado.

A exibidora fechará temporariamente as salas de cinema que detém em Lisboa, Sintra, Amadora, Setúbal e Leiria.

“Face à evolução da situação, o encerramento é a atitude mais adequada, numa fase em que o isolamento social é imprescindível para travar a atual situação que o país vive”, refere a exibidora.

Segundo o Instituto do Cinema e Audiovisual, a NLC – Cinema City é a terceira maior exibidora em Portugal, com 46 salas de cinema repartidas por seis recintos, com um total de 6.648 lugares.

O mercado da exibição cinematográfica em Portugal é liderado pela NOS Cinemas, com 219 salas que já estão encerradas desde segunda-feira, por causa do novo coronavírus.

Também a exibidora UCI, a quarta maior exibidora, anunciou na segunda-feira o encerramento de 45 salas em três centros comerciais e por tempo indeterminado.

A Cineplace, a segunda maior exibidora, com 85 salas de cinema e 14 recintos, ainda se mantém aberta. Na segunda-feira, fonte da exibidora disse à agência Lusa que estava ainda a analisar internamente a situação antes de tomar qualquer decisão.

Na página oficial, a Cineplace apresenta ainda os filmes que tem em cartaz hoje e quarta-feira.

A maioria das salas de cinema inicialmente apresentou planos de contingência, como redução da capacidade das salas e reforço de higienização, mas acabou por anunciar o encerramento temporário.

Foram os casos dos cinemas Nimas e Ideal, em Lisboa, do Trindade, no Porto, assim como do Cineclube de Viseu, que cancelaram todas as sessões.

A rede portuguesa de exibição comercial de cinema integra 535 salas, com cerca de 99 mil lugares.

De acordo com dados estatísticos do ICA, até ao início de março, a NOS Cinemas teve 7,6 milhões de euros de receita de bilheteira, seguindo-se a UCI com 1,6 milhões de euros, a Cineplace com 1,1 milhões de euros e a NLC – Cinema City, com cerca de 882 mil euros.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou cerca de 170 mil pessoas, das quais 6.850 morreram.

Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 140 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde revelou que há 117 novos casos de infeção pelo novo coronavírus em Portugal, elevando de 331 para 448 o número de casos já confirmados pelas autoridades de saúde.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Cinema City encerra hoje as 46 salas no país

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião