Custo do trabalho em Portugal cresce quase o dobro da média da Zona Euro

Por cá, os custos de mão-de-obra subiram 4,1%, quase o dobro da média da Zona Euro, onde o custo da mão de obra cresceu 2,4%, avança o Eurostat.

Nos últimos três meses de 2019, o custo da hora de trabalho na área da moeda única subiu, em termos homólogos, 2,4% e na União Europeia 2,7%, saltos significativamente inferiores ao registado em Portugal. Por cá, os custos de mão-de-obra subiram 4,1%, quase o dobro da média da Zona Euro, de acordo com os dados divulgados, esta terça-feira, pelo gabinete de estatísticas comunitário.

“Os custos horários da mão-de-obra aumentaram 2,4% na Zona Euro e 2,7% na União Europeia, no quarto trimestre de 2019, quando comparados com o mesmo trimestre do ano anterior”, explica o Eurostat, lembrando que, de julho a setembro, estes custos tinham subido 2,6% e 2,9%, respetivamente. Ou seja, verificou-se uma desaceleração em ambos os casos, no final do ano.

O custo do trabalho inclui gastos com salários, mas também despesas não remuneratórias. No que diz respeito ao primeiro ponto, no quarto trimestre, registou-se uma subida de 2,3% na Zona Euro e de 2,7% na UE. Já quanto aos custos não ligados às remunerações, verificou-se um crescimento de 2,4% na área da moeda única e de 2,6% no bloco comunitário. Em termos anuais, a componente salarial aumentou 2,6% na Zona Euro e 3% na UE, enquanto a componente não salarial subiu 2,6% tanto na área do euro, como na União Europeia.

De outubro a dezembro, foi na Roménia (12%) e na Bulgária (11,9%) que se registaram as maiores subidas do custo do trabalho, enquanto o crescimento menos expressivo foi contabilizada no Luxemburgo (0,4%).

Portugal aparece a meio da tabela, com uma subida de 4,1%, em termos homólogos, ficando ainda assim significativamente acima da média da Zona Euro. Esse valor reflete estabilidade em relação ao trimestre anterior. Esse salto de 4,1% reflete, de resto, um crescimento de 4,4% na componente salarial e de 3,3% da componente não remuneratória.

Numa análise por setores da economia nacional, é possível concluir que foi nos serviços que se registou um salto mais expressivo: 5,1% contra 2,3% da Zona Euro e 2,6% na União Europeia. Já na construção, a evolução dos custos do trabalho em Portugal pouco divergiram da área da moeda única e da UE: 2,9% contra 2,3% e 2,7%, respetivamente. Na indústria, os custos de trabalho cresceram em Portugal 4,7%.

(Notícia atualizada às 12h30)

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