Novabase vende Collab à sueca Netadmin por seis milhões de euros

  • Lusa
  • 19 Março 2020

Novabase poderá ainda obter um ganho adicional (‘earn-out’) anual, por três anos, “dependente da performance da Collab".

A Novabase vendeu à sueca Netadmin System i Sverige AB a sua participação na Collab, num negócio que envolve o pagamento de seis milhões de euros, dos quais 4,37 milhões de euros dizem respeito à tecnológica, segundo um comunicado.

Na mesma nota, a empresa informa que “foi hoje celebrado entre, por um lado, a sua subsidiária Novabase Business Solutions, detentora de 72,45% das ações representativas do capital social da Collab e os restantes acionistas da Collab (entre os quais se inclui o Novabase Capital – Fundo de Capital de Risco, detentor de 17,75% das ações), enquanto vendedores e, por outro lado a Netadmin System i Sverige AB, enquanto compradora, um contrato de compra e venda da totalidade das ações representativas do capital social da Collab”.

As restantes ações estão nas mãos dos promotores individuais da empresa, que atua na área dos ‘contact centers’, segundo indicou à Lusa fonte oficial da Novabase.

O grupo detalha, no comunicado hoje divulgado, que “a concretização da compra e venda ocorreu também na presente data, com a entrega das ações contra o pagamento de parte do preço”, sendo que o “valor inicial acordado para a totalidade das ações dos vendedores é de 6 milhões de euros (correspondendo 4,347 milhões de euros desse preço à Novabase Business Solutions), do qual 4,5 milhões de euros foram pagos na presente data (correspondendo 3,26 milhões de euros deste valor à Novabase Business Solutions)”, referiu o grupo.

A empresa compradora irá reter os 1,5 milhões de euros remanescentes, sendo que a Novabase destacou que “o preço acordado estará sujeito a ajustamentos, nos termos do contrato”.

“Devido às cláusulas de ajustamento de preço positivo ou negativo acordadas pelas partes, não é possível estimar neste momento, com precisão, a contrapartida final que possa vir a ser obtida com a transação”, informou o grupo.

A Novabase poderá ainda obter um ganho adicional (‘earn-out’) anual, por três anos, “dependente da performance da Collab, nos termos definidos no contrato”, não sendo possível, de acordo com o grupo, “estimar na presente data o respetivo valor máximo ou mínimo”.

Apesar de todas estas variáveis, a Novabase estima que possa conseguir uma mais-valia “em consequência desta transação”, entre 100.000 euros e 800.000 euros, “desconsiderando o impacto, imprevisível na presente data, das condicionantes positivas e negativas da contrapartida final, bem como do potencial ‘earn-out’”, segundo o mesmo comunicado.

A Collab emprega atualmente cerca de 60 colaboradores e gerou uma faturação de 6,5 milhões de euros em 2019.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Novabase vende Collab à sueca Netadmin por seis milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião