Portugal tem 143 novos casos de Covid-19. Total sobe para 785. Há três vítimas mortais

Nas 24 horas até à última meia-noite, a Direção-Geral da Saúde encontrou 143 novos casos de infeção pelo novo coronavírus em Portugal. O número total de casos confirmados sobe, assim, de 642 para 785.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou 143 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, elevando de 642 para 785 o total de casos confirmados da doença Covid-19 em Portugal. Número de vítimas mortais, de acordo com números oficiais apurados até à meia-noite, ascendeu a três.

Segundo a informação oficial, dos 785 casos confirmados, 381 situam-se na região norte, 278 na região Lisboa e Vale do Tejo, 86 na zona Centro, 25 no Algarve e 2 na região do Alentejo. No que diz respeito às regiões autónomas, na Madeira há um caso confirmado e três nos Açores. Do total de casos “importados”, a maioria foram cidadãos que vieram de Espanha (23), seguindo-se Itália (17) e França (16).

À data de hoje temos 785 casos positivos e 89 doentes internados. Isto significa que estão em internamento cerca de 15% dos doentes, ou seja, que a maior parte das pessoas pode e deve ser seguida no domicílio”, assinalou esta manhã em conferência de imprensa, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

No período de 24 horas em análise, as autoridades de saúde não encontraram novas cadeias de transmissão do coronavírus em Portugal, mantendo-se nos 24. Significa que a origem de todos os casos pôde ser seguida pelas autoridades até 24 pessoas, “responsáveis” iniciais pela transmissão do vírus pelas demais.

O boletim epidemiológico divulgado esta quarta-feira aponta ainda para 6.061 casos suspeitos e que 488 pessoas aguardam resultado laboratorial. Há um total de 8.091 pessoas sob vigilância, nomeadamente por terem estado em contacto com pessoas infetadas pelo novo coronavírus.

País em estado de emergência

Graça Freitas acrescenta que “quase todos nós vamos ter sintomas ligeiros a moderados“, e, por isso, reforça que o procedimento a tomar nesses casos é ligar para a linha de Saúde 24 para se ser seguido em casa, com acompanhamento médico.

Ao mesmo tempo, o secretário de Estado da Saúde sublinha que o país está “de facto em estado de emergência” — tendo esse sido decretado pelo Presidente da República –, aconselhando por isso, a que os grupos de risco fiquem em casa. “Os grupos de risco têm mesmo de ficar em casa. Pessoas com mais de 70 anos ou pessoas com doenças crónicas, não deve sair de casa”, recordou.

Os mais velhos correm maiores riscos, podendo a infeção ser mais grave neste grupo. Pode levar à morte. Atualmente, de acordo com dados da DGS, o número de vítimas mortais é de três (aumentou em uma). A nova vítima mortal diz respeito à região Centro.

O número de pessoas curadas é o mesmo: três. Graça Freitas explica que esta doença é “de manifestação longa”, relembrando que o período para termos dois testes negativos é de 15 dias no mínimo. “Só a partir de agora é que começamos a ter altas e pessoas recuperadas”, assinala.

“A estratégia de testes está a ser adaptada conforme aprendemos”

Durante o briefing desta manhã, a diretora-geral da Saúde, bem como, o secretário de Estado da Saúde aproveitaram para agradecer o trabalho dos profissionais de saúdo. “Qualquer profissional de saúde é uma perda para nós”, detalhou António Sales, sem querer avançar de quantos profissionais de saúde poderão estar infetados.

Questionada sobre a aplicação de testes em massa, que alguns países adotaram, diz que a prioridade é testar pessoas sintomáticas, sublinhando que as autoridades de saúde portuguesas estão a aprender com outros países. “A estratégia de testes está a ser adaptada conforme aprendemos”, diz, lembrando que tem de haver material no mercado que permita massificar os testes.

(Notícia atualizada às 13h10)

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