Coronavírus ameaça aumentos salariais futuros no Estado? Sindicato espera “bom senso” do Governo

Se o coronavírus levar a uma crise, os prometidos aumentos futuros da Função Pública ficam em risco? A Frente Comum espera "bom senso" do Governo. Lembra que essas atualizações têm ajudado a economia.

Os funcionários públicos tinham marcada uma greve para esta sexta-feira, mas a propagação de coronavírus em Portugal levou à suspensão desse protesto. Pode agora essa pandemia colocar em risco também os aumentos salariais já prometidos pelo Governo para os próximos anos? Em conversa com o ECO, o dirigente da Frente Comum garante que não aceitaria tal cenário e diz que espera “bom senso” do Executivo de António Costa.

Para este ano, o Ministério de Alexandra Leitão anunciou aumentos de 10 euros para os salários até 683,13 euros e de 0,3% para os demais trabalhadores do Estado. Aos jornalistas e aos sindicatos, o secretário de Estado da Administração Pública garantiu, contudo, que este era o início de um “novo ciclo de atualizações anuais” dos salários, prometendo aumentos em linha com a inflação no futuro.

A pandemia de coronavírus veio, no entanto, alterar as circunstâncias, colocando no horizonte até uma eventual crise, dizem os especialistas. Tudo somado, pode ou não essa promessa do Executivo estar em risco de ruir? Ao ECO, o dirigente da Frente Comum salienta que não aceitaria a inexistência de aumentos salariais e diz esperar “bom senso” por parte do Governo. “Uma coisa é certa: sempre que se aumentaram salários, houve melhoramentos da economia“, lembra Sebastião Santana.

O sindicato tinha convocado para esta sexta-feira uma greve contra os referidos aumentos de dez euros e de 0,3%. A propagação de coronavírus levou, contudo, à suspensão desse protesto.

“Nesta fase de contenção da infeção pelo novo coronavírus, tendo a Organização Mundial de Saúde declarado situação de pandemia, e dado o momento que se vive em Portugal, com o encerramento de um conjunto muito alargado de serviços públicos, a Frente Comum decidiu suspender a realização da Greve Nacional dos Trabalhadores da Administração Pública agendada para dia 20 de março, assegurando desta forma que os serviços funcionarão com a normalidade possível perante o quadro que se vive”, explicou a estrutura sindical. Dias antes, a Frente Comum já tinha adiantado que o protesto não incluiria trabalhadores da Saúde pelo mesmo motivo.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Coronavírus ameaça aumentos salariais futuros no Estado? Sindicato espera “bom senso” do Governo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião