Número de mortos em Itália sobe para 4.032. Aumentou de 627 nas últimas 24 horas

Nas últimas 24 horas, o número de vítimas mortais em Itália ultrapassou os 4.000. O país já é responsável por 36,7% de todas as mortes por coronavírus no mundo.

O número de mortes por coronavírus em Itália não para de aumentar e, nas últimas 24 horas, foram registadas 627 novas vítimas mortais. Aumenta, assim, para 4.032 as pessoas que já morreram devido a esta pandemia, anunciou esta sexta-feira a Proteção Civil do país, citada pelo jornal La Stampa (conteúdo em italiano).

Itália já ultrapassa a China no que diz respeito ao número de mortos, sendo responsável por 36,7% de todas as mortes por coronavírus no mundo. De acordo com a informação divulgada esta sexta-feira, a região norte de Lombardia continua a ser aquela que regista o maior número de vítimas mortais: desta quinta-feira para hoje foram mais 381, totalizando já 2.549 casos mortais.

Até ao momento, 47.021 pessoas já foram infetadas — incluindo aquelas que recuperaram (5.129) e as que faleceram (4.032). Os números desta sexta-feira dão conta de 15.757 pessoas hospitalizadas com sintomas, das quais 2.498 estão nos cuidados intensivos.

Em Itália, a taxa de mortalidade continua a aumentar e, atualmente, está nos 8,6%, ou seja, nove em cada 100 pessoas que foram infetadas com coronavírus acabaram por falecer.

De acordo com os dados avançados esta sexta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS), há mais de 256.000 pessoas infetadas em 182 países do mundo, contando-se mais de 11.000 mortos. Em Portugal, os números mais recentes dão conta de 1.020 casos confirmados e seis vítimas mortais.

OMS alerta que jovens “não são invencíveis”

Durante a conferência de imprensa, a OMS deixou um alerta aos jovens, dizendo-lhes que “não são invencíveis” relativamente ao coronavírus e afirmando que, uma vez infetados, podem mesmo morrer ou passar semanas internados no hospital. As escolhas dos jovens “podem significar a diferença entre vida e morte para outras pessoas”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.

Embora os mais afetados sejam os mais velhos, a organização alertou que “os mais novos não são poupados” e que as pessoas com menos de 50 anos representam “uma percentagem significativa dos infetados”. “Cada morte é uma tragédia e uma motivação para impedir o contágio e salvar vidas”, disse Ghebreyesus.

“Solidariedade” entre países e grupos etários diferentes é “a chave para derrotar” a doença, afirmou o responsável, destacando a “boa notícia” registada na quinta-feira na cidade onde começou a pandemia, Wuhan, na China, onde não se verificaram casos novos. Para a OMS, isto é a demonstração de que a pandemia “pode ser revertida” e que “há esperança”.

(Notícia atualizada às 18h13 com mais informação)

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