Casos de coronavírus em Portugal sobem para 1.600. Há 14 vítimas mortais

A Direção-Geral da Saúde revelou que há 320 novos casos de infeção pelo novo coronavírus em Portugal, elevando de 1.280 para 1.600 o número de casos já confirmados pelas autoridades de saúde.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou 320 novos casos de infeção pelo novo coronavírus em Portugal, elevando de 1.280 para 1.600 o número total de doentes que se sabe terem Covid-19, ou seja, um aumento de 25%. Número de vítimas mortais ascendeu a 14.

Os dados foram revelados na atualização diária do boletim epidemiológico, que inclui os números oficiais apurados até à passada meia-noite. De acordo com a informação oficial, dos 1.600 casos confirmados, 825 situam-se no norte do país, onde se registaram também cinco vítimas mortais, 534 na zona de Lisboa e Vale do Tejo, com quatro mortos, 180 no centro (quatro mortos), 35 no Algarve com uma vítima mortal e cinco na zona do Alentejo. No que diz respeito às regiões autónomas, há sete casos confirmados na Madeira e quatro nos Açores.

A ministra da Saúde revelou este domingo, na habitual conferência de imprensa com o ponto de situação, que a maior parte dos casos estão em regime de ambulatório, há 169 pessoas internadas, ou seja, 10% dos doentes infetados e estão 41 pessoas nos cuidados intensivos (2%).

Quanto às vítimas mortais, mais duas face a sábado, Graça Freitas disse que “à data, todos os óbitos que ocorreram em Portugal correspondem a perfil clássico, ou seja, pessoas idosas e com múltipla patologia”. “Patologia grave na maior parte das circunstâncias”, acrescentou a diretora geral da Saúde.

O boletim epidemiológico divulgado este domingo aponta ainda para 11.779 casos suspeitos, um aumento de 19,5% e 1.152 pessoas à espera de resultado laboratorial. Há 12.562 pessoas sob vigilância, nomeadamente por terem estado em contacto com pessoas infetadas pelo novo coronavírus.

Graça Freitas não arrisca fazer projeções quanto à evolução da curva de novos casos. Reconhece que “tem tido um comportamento não explosivo”, “mas é precoce” fazer previsões. “Não me atreveria. Temos de continuar muito atentos e preparados porque os países têm diferentes comportamentos” e é importante não dar “uma falsa sensação de segurança”, alertou.

Do total de casos “importados”, a maioria foram cidadãos que vieram de Espanha (33), seguindo-se França (24) e Itália (20), uma situação que não sofreu qualquer alteração face ao dia anterior.

A ministra da Saúde, na conferência de imprensa, questionada sobre o caso do lar em Famalicão com 33 utentes, que está sem funcionários a trabalhar, depois de oito terem testado positivo para o novo coronavírus, sublinhou que é fundamental que também as instituições privadas e as IPSS tenham planos de contingência.

De acordo com a proprietária e gerente da Residência Pratinha, um lar privado, Teresa Pedrosa, os 18 funcionários daquele equipamento estão “ou com teste positivo ou em quarentena”, estando os 33 utentes a ser acompanhados por ela, a diretora técnica, “que está grávida”, e uma enfermeira.

Tinham de ter pensado” o que fazer numa eventualidade destas, já que a “informação foi disseminada há bastante tempo sobre como se preparar para situação deste tipo”. Ter profissionais de segunda linha para trabalhar se fosse caso disso ou ter turnos rotativos são alguns dos procedimentos que deveriam ter sido seguidos, elencou a ministra da Saúde, reconhecendo, contudo, a dificuldade desta circunstância, sobretudo porque as pessoas não podem ser transferidos ou internados noutro local, disse.

Marta Temido revelou ainda que o INEM já está esta manhã no local a recolher material biológico para testar quem possa estar infetado. Mas, a responsável alerta que o procedimento a ter em casos desta natureza “vai depender do qual é a melhor situação local”, isto é recorrer ao “INEM ou a um operador privado local, com quem se articule e se dê resposta”.

Graça Freitas lembrou ainda que neste tipo de casos o delegado de saúde da zona “tem de ser chamado para ajudar a gerir” estas situações. Para além de uma “solução técnico/científica” ele deve também ter uma solução logística. “Localmente todas as forças vivas da comunidade, das autarquias e proteção civil ou paróquias têm de encontrar um solução, se não houver solução estruturada no plano de contingência”, frisou a diretora-geral de Saúde. “As comunidades estão a aprender a dar resposta”, garantiu.

(Notícia atualizada às 13h30)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Casos de coronavírus em Portugal sobem para 1.600. Há 14 vítimas mortais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião