Bolsas europeias afundam. PSI-20 renova mínimo histórico com queda de 3%

Perspetivas de uma recessão global estão a penalizar as ações no início da semana. Europa espelha as quedas na Ásia.

As ações europeias afundam esta segunda-feira, a prolongar o sentimento negativo vivido na Ásia. Enquanto governos e organizações tentam travar a disseminação do coronavírus e o impacto da pandemia na economia, as perspetivas não são positivas e há cada vez mais analistas a anteciparem que o surto irá gerar uma recessão global.

A deterioração adicional do surto de Covid-19 está a prejudicar gravemente a economia global“, alertaram analistas do Morgan Stanley numa nota aos clientes, esta segunda-feira, citada pela Reuters. “Estimamos que o crescimento global caia perto da crise financeira e o crescimento dos EUA para mínimos e 74 anos, em 2020”, referem.

Para o segundo trimestre do ano, os analistas do banco de investimento calculam um tombo de 30% no PIB dos EUA. O presidente do país Donald Trump tinha anunciado um mega plano para impulsionar a economia, mas os democratas travaram o plano de estímulos fiscais de quase dois mil milhões de dólares (1,87 mil milhões de euros) por considerarem que era excessivamente generoso para as grandes empresas.

Neste cenário, as ações europeias negoceiam esta segunda-feira com fortes quedas. O Stoxx cai 2,2%, enquanto o alemão DAX tomba 4,7%, o francês CAC 40 perde 3,2% e o espanhol IBEX 35 cai 3,5%.

O português PSI-20 desvaloriza 3,17% para 3.554,14 pontos, a tocar um novo mínimo histórico. A liderar as perdas está a EDP Renováveis, que afunda 4,61% para 8,90 euros, segundo a casa-mãe EDP perde 2,73%.

A Galp Energia perde 3,76% para 7,934 euros, num dia em que o petróleo voltou a negociar em terreno negativo: o Brent de referência europeia recua 3,71% para 25,98 dólares por barril, enquanto o WTI segue na linha de água, próximo de 22,80 dólares.

No retalho, a Sonae (-4,96%) e a Jerónimo Martins (-2,88%) também acumulam perdas. O BCP perde 2,14% para 0,1008 euros, muito próximo do mínimo histórico tocado a 18 de março (de 0,10 euros).

As cotadas reagem de forma generalizada ao surto de Covid-19, que obrigou ao fecho temporário de empresas e a que os trabalhadores estejam em casa. Em Portugal, um grupo de economistas já pediu ao Governo a criação de um gabinete para monitorizar o impacto em tempo real e evitar eventuais cortes no fornecimento de bens essenciais no país.

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