Depois da ferrovia, Governo britânico admite entrar nas companhias aéreas

Depois de ter assumido o controlo dos serviços ferroviários, Boris Johnson está a ponderar entrar no capital da British Airways, que inclui a Iberia, Vueling e Air Lingus.

O surto de coronavírus está a mexer com a situação económica de várias empresas no Reino Unido e, face a isso, o Governo britânico está a tomar medidas. Depois de ter assumido o controlo dos serviços ferroviários, Boris Johnson está a ponderar entrar no capital da British Airways, que inclui a Iberia, Vueling e Air Lingus, avança o Expansión (conteúdo em espanhol).

Depois de, nas últimas semanas, os comboios do Reino Unido terem registado uma quebra de 70% devido à pandemia, o Governo decidiu suspender os contratos de concessão de transportes ferroviários e assumir o controlo. “O Ministério dos Transporte vai suspender temporariamente os acordos normais de concessão e transferir todos os riscos de receitas e custos para o Governo por um período limitado, inicialmente seis meses”, indicou.

Ainda de acordo com o Governo de Boris Johnson, as operadoras vão continuar a garantir os serviços, mas por uma taxa predeterminada pelo Governo, garantindo o funcionamento dos transportes para trabalhadores considerados essenciais, como profissionais de saúde ou das forças de segurança.

Mas as medidas estão também a ser tomadas a nível das companhias aéreas, que estão a ser fortemente prejudicadas pelo surto de coronavírus. De acordo com o jornal espanhol, o Governo do Reino Unido está a estudar maneiras de adquirir participações significativas nas maiores companhias de aviação do país, de forma a evitar uma crise no setor. Exemplos são a British Airways, Virgin Atlantic e easyJet.

Segundo o Financial Times, Boris Johnson estará a pensar em injetar milhões de libras na British Airways — que tem, atualmente, 75% dos aviões em terra — em troca de ações que, mais tarde, seriam vendidas a investidores privados. Contudo, entrar no capital desta companhia aérea seria um processo complexo porque, de acordo com o Sunday Times, “a potencial nacionalização parcial da British Airways poderá levar à separação do Grupo IAG”.

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