BRANDS' PESSOAS O terramoto do trabalho remoto…

  • BRANDS' ECO
  • 23 Março 2020

Marta Santos, EY Associate Partner, People Advisory Services, explica o que deve ser feito perante a nova realidade de trabalho imposta pela pandemia do coronavírus.

De repente, acordámos para uma nova realidade de trabalho. De um dia para o outro, uma enorme percentagem de pessoas passou a trabalhar remotamente. Não foi, como tão bem sabemos, uma opção pensada, planeada e gerida. Foi uma imposição repentina.

Como conseguiremos, face a esta realidade incontornável, manter a motivação e a produtividade, individual e das equipas? É fundamental estabelecer planos de intervenção que atendam, em primeiro lugar, à segurança das pessoas e ao seu bem-estar – a base da Pirâmide das Necessidades (Maslow).

Conhecer os trabalhadores e identificar os grupos com maiores desafios: situações de comorbilidades, que representam um maior risco face a possíveis complicações em caso de contaminação pelo novo Coronavírus; trabalhadores com filhos menores de 12 anos, que terão maiores dificuldades em conciliar as dinâmicas familiares e de trabalho.

De uma forma transversal, transmitir boas práticas de trabalho remoto aos colaboradores – para muitos, esta é uma primeira vez! Como organizar o espaço de trabalho, mantendo uma diferenciação deste com o espaço-casa? Como definir e manter horários que mantenham uma cadência semelhante de trabalho? Como reconhecer e evitar elementos que constituem distrações que em trabalho presencial não existem?

Conhecer os processos e atividades críticos para o negócio e saber como os adaptar às novas circunstâncias de forma célere. Garantir que as ferramentas de trabalho estão operacionais e que são utilizadas no seu potencial de colaboração. Este potencial só pode ser atingido se transversalmente as pessoas estiverem capacitadas para uma utilização eficaz das ferramentas existentes.

Comunicar de forma clara as novas metodologias de trabalho, a estratégia definida e o que se espera de cada um. A comunicação é um elemento imprescindível no trabalho remoto. Deve ser planeada, gerida e monitorizada de forma constante.

É preciso também preparar os líderes e gestores de equipa para uma nova realidade de gestão de equipas remotas. Capacitá-los para uma delegação de tarefas eficaz, para uma monitorização de trabalho à distância, para transmitir a segurança e a confiança que as equipas necessitam para se manterem produtivas, motivadas e com alento!

É aos líderes e gestores de equipas que caberá ainda uma monitorização ao nível do bem-estar físico e mental dos trabalhadores. É uma mudança abrupta de hábitos, a que se adiciona a ansiedade relacionada com a situação de pandemia que vivemos, com potenciais consequências sérias a estes níveis. É preciso estar atento. Alertar.

Aos líderes, que são também trabalhadores com o seu contexto pessoal e familiar próprio, pede-se um papel de resiliência e de exemplo num contexto que para muitos é novo. Gerir equipas remotas e dispersas não é o mesmo que gerir uma equipa presencial – é fundamental que também eles sejam apoiados neste novo desafio.

É preciso tudo isto, para ontem.

Não é um programa de transformação digital preparado e sustentado, com uma gestão de mudança que o suporta e promove a adoção de novos comportamentos… É uma imposição. É a realidade já hoje.

Temos de fazer acontecer, de forma rápida. De forma eficaz. Promovendo a segurança das pessoas e a continuidade do negócio.

#FiqueEmCasa

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António Costa

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