Hoje nas notícias: Sondagem, bens penhorados e carne

  • ECO
  • 24 Março 2020

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

Numa altura em que os casos de coronavírus continuam a aumentar, o Governo tem recorrido cada vez mais aos laboratórios privados para fazer testes. Nas empresas, somam-se as denúncias recebidas pelos sindicatos de vários incumprimentos e ilegalidades por parte dos empregadores em altura de pandemia, isto enquanto nos talhos e supermercados o preço da carne de vaca e frango dispara.

Pandemia reforça imagem de Costa, Marcelo perde popularidade

Uma sondagem da Intercampus mostra que o coronavírus está também a ter influência na popularidade dos governantes. A popularidade do primeiro-ministro subiu de 2,9 para 3,3 pontos percentuais, enquanto a do Presidente da República caiu de 3,9 para 3,7 pontos percentuais, numa escala até cinco. Entre todos os partidos, o Bloco de Esquerda e o Chega voltaram a ser as forças cuja popularidade mais aumentou, enquanto André Ventura foi o único líder partidário a cair neste indicador. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (link indisponível)

Estado paga 100 euros por teste à Covid-19 feito por privados

O Estado está a pagar a laboratórios privados 100 euros por cada testes à Covid-19. Há três laboratórios com os quais o Estado celebrou acordos e dois deles confirmaram este valor recebido para trabalhar para as autoridades públicas de saúde. Todos os dias abrem novos centros de rastreio, mas ainda assim o número de análises realizadas nos últimos dias desceu e, no domingo, ficava abaixo dos dois mil exames. O número fica muito abaixo dos da Direção Geral de Saúde, que diz que Portugal tem capacidade para 2.500 testes públicos e mais 1.500 testes no privado. Leia a notícia completa no Público

Sindicatos denunciam despedimentos, layoffs, dispensas e férias forçadas

Em pleno estado de emergência, vários sindicatos do país estão a receber denúncias de situações de “ilegalidades” por parte das empresas. Trabalhadores com contratos a termo e em período experimental que foram dos primeiros a ser notificados de que os contratos de trabalho não seriam renovados, em que as empresas induzem os trabalhadores para que sejam eles próprios a rescindir o contrato, mas sem lhes ser facultada a documentação para pedir o subsídio de desemprego são muitos dos vários exemplos. Leia a notícia completa no Diário de Notícias

Preço da carne dispara 30%

Numa altura em que parte do país está em teletrabalho e isolamento voluntário para travar a epidemia de coronavírus, a corrida aos supermercados está a gerar escassez de alguns bens e inflação dos preços de outros. A carne de vaca e de frango ficou 30% mais cara desde que o surto chegou a Portugal. O Governo já disse que não pretende racionar produtos, mas também alertou que as autoridades competentes estarão atentas a eventuais abusos nos preços dos produtos. Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (link indisponível)

Venda de bens penhorados ultrapassa os 1.659 milhões de euros

Desde que foi criado o portal da Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução (OSAE), e-leilões, já foram vendidos 16.140 bens resultantes de penhoras no âmbito de processos judiciais, de insolvência e apreendidos em processos-crime. Em valor, estas vendas já ultrapassam os 1.659 milhões de euros. Os imóveis e os veículos foram os bens mais vendidos, num total de 19.818 leilões. Leia a notícia completa no Público (acesso pago)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Hoje nas notícias: Sondagem, bens penhorados e carne

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião