Wall Street sobe 1% com novo plano de estímulos na mira

As praças norte-americanas fecharam a sessão com ganhos pelo segundo dia consecutivo. Investidores estão de olhos postos nos estímulos que deverão ser aprovados pelo Senado.

As bolsas norte-americanas valorizaram pelo segundo dia consecutivo, embora com ganhos mais modestos do que na sessão anterior, na esperança de que um novo pacote de estímulos no valor dois biliões de dólares a vários setores da economia norte-americana seja aprovado.

O índice de referência S&P 500 somou 1,11% para 2.474,53 pontos, enquanto o industrial Dow Jones avançou 2,27% para 21.175,25, depois de no dia anterior ter registado a melhor sessão desde março de 1933. Em contrapartida, o tecnológico Nasdaq desvalorizou 0,42% para 7.286,51 pontos.

Os investidores veem com bons olhos o pacote de estímulos que o Senado está prestes a aprovar, por forma a mitigar o impacto negativo do novo coronavírus na maior economia do mundo. “O Senado vai unir-se, agir em conjunto e aprovar esse pacote histórico de ajuda ainda esta quarta-feira“, disse o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, citado pela Reuters.

Entre outros apoios, o plano inclui 500 mil milhões de dólares para apoiar indústrias afetadas, 250 mil milhões de euros para apoiar o desemprego, 100 mil milhões para hospitais e sistemas de saúde, bem como, 350 mil milhões para empréstimos a pequenas e médias empresas.

A ser aprovado, este será o maior pacote de resgate já aprovado pelo Congresso.

Entre as empresas que mais se destacaram nesta sessão esteve a Carnival Corp, que somou 13,67% para 15,55 dólares, bem como a American Airlines, que avançou 10,56% para 15,39 dólares. Destaque ainda para a Boeing cujas ações valorizam mais de 30%, depois de a fabricante de aviões ter anunciado que vai voltar à produção do 737 MAX em maio.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Wall Street sobe 1% com novo plano de estímulos na mira

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião