Congresso dos EUA aprova estímulo histórico de 2,2 biliões. Só falta Trump assinar

O congresso aprovou um estímulo histórico de 2,2 biliões de dólares (cerca de 10% do PIB). Como o pacote orçamental já tem a aprovação do Senado, apenas falta a assinatura de Donald Trump.

O congresso norte-americano aprovou esta sexta-feira com os votos de democratas e de republicanos um pacote de estímulos de 2,2 biliões de dólares — o mais elevado na história dos EUA, segundo a Reuters — para ajudar os cidadãos e os empresas a lidarem com o impacto económico provocado pela pandemia do coronavírus e para financiar as despesas urgentes no setor da saúde.

O estímulo orçamental bipartidário já tinha sido aprovado pelo senado na quarta-feira e deverá ser assinado rapidamente pelo presidente norte-americano para entrar em ação em breve. Dentro de três semanas, alguns norte-americanos poderão já receber um cheque direto (até 1.200 dólares por pessoa) nas contas bancárias e cujo valor será progressivo consoante o rendimento anual e o agregado familiar.

A votação no congresso, que é presidido por Nancy Pelosi (democratas), foi feita por voz para contribuir, dentro do possível, distanciamento social dado que pelo menos três congressistas já testaram positivo e mais de 12 estão em quarentena. Pelosi descreveu esta ajuda como “mitigação”, antecipando que haverá mais dinheiro para a fase de “recuperação”.

O pacote de 2,2 biliões de dólares — cerca de 10% do PIB de 2019 dos EUA — inclui 500 mil milhões de dólares para os setores da economia mais afetados pelas medidas de confinamento, 290 mil milhões para pagamentos diretos de até 3.000 dólares para milhões de cidadãos e 350 mil milhões para emprestar a pequenos negócios

Além disso, inclui 250 mil milhões para a expansão dos subsídios de desemprego — esta quinta-feira o Departamento do Trabalho revelou que 3,3 milhões de norte-americanos pediram subsídio de desemprego na semana passada, o maior número de sempre — e pelo menos 100 mil milhões para os sistemas de saúde.

Os Estados Unidos tornaram-se esta quinta-feira o país mais afetado pelo coronavírus em termos do número de infetados identificados, ultrapassando a China. Segundo os dados compilados pela universidade norte-americana Johns Hopkins, há mais de 94 mil infetados e mais de 1.400 mortos.

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