Energia pressiona PSI-20. BCP cai 1% após cancelar dividendo

Lisboa segue a tendência europeia de perdas que põem fim a três sessões consecutivas de valorizações.

Após três sessões em alta, a bolsa de Lisboa voltou a negociar no “vermelho”. Penalizado pelo sentimento negativo nas restantes praças europeias, o PSI-20 cai 1,3% para 3.964,80 pontos, com os “pesos pesados” da energia a pressionarem.

A EDP lidera as perdas do índice, com um tombo de 2% para 3,51 euros por ação. A desvalorização acontece depois de a subsidiária EDP Brasil ter cortado o dividendo e de a EDP Renováveis ter mantido. Espera-se agora a decisão da casa-mãe, cuja assembleia geral acontece apenas a 16 de abril. A eólica do grupo perde 1,2% para 10,08 euros.

A Galp Energia recua 1,02% para 9,724 euros. Além das perdas das cotadas da energia, o destaque vai para o BCP, que desliza 1% para 0,1095 euros por ação depois de ter decidido cancelar a remuneração aos acionistas, justificando a decisão com a recente crise provocada pelo surto do coronavírus no país. O mesmo aconteceu com o CaixaBank, por exemplo.

“Em condições normais, os meses bolsistas de março e abril são marcados pelas assembleias de acionistas, mas na fase atual assumem um papel marginal”, explicam os analistas do BPI, numa altura em que muitas cotadas começam a fazer revisões em baixa devido ao potencial impacto da Covid-19.

Assim, têm sido os avanços e recuos nos estímulos orçamentais e monetários a determinar o sentimento dos investidores. Depois de o Conselho Europeu ter terminado sem acordo, as perdas são generalizadas para as principais praças. O Stoxx 600 recua 1,7%, o alemão DAX perde 2,24%, o francês CAC 40 desvaloriza 2,45% e o espanhol IBEX 35 cede 2,3%.

“A dinâmica do rally na Europa assemelha-se nos seus moldes ao vivido nos EUA. A principal diferença é ao nível fundamental. Em cerca de duas semanas, a Administração Trump elaborou o maior plano fiscal desde o New Deal nos anos 30. Na União Europeia, os países não foram capazes de desenhar um plano coordenado: ontem [quinta-feira] foram necessárias seis horas para elaborar um comunicado comum de meras intenções”, sublinha o BPI.

(Notícia atualizada às 08h25)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Energia pressiona PSI-20. BCP cai 1% após cancelar dividendo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião