Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 27 Março 2020

Os Estados Unidos já lideram no número de casos confirmados de coronavírus. Ao mesmo tempo, por causa da pandemia, a procura por matéria-prima está em queda livre.

Os Estados Unidos já ultrapassaram a Itália e a China e são, neste momento, o país com mais casos confirmados de coronavírus em todo o mundo. Ainda nesta crise pandémica, os efeitos já se fazem sentir. A procura mundial por petróleo está em queda livre, em Espanha, as empresas já estão mesmo a ser aconselhadas a cortar nos dividendos, enquanto na Alemanha o Deutsche Bank cancelou o processo de despedimentos que tinha em curso, para tranquilizar os trabalhadores.

The New York Times

Estados Unidos já são o país com mais casos de coronavírus

Os Estados Unidos ultrapassaram esta sexta-feira a Itália e a China, tornando-se no país com mais casos confirmados de coronavírus do mundo. Em território norte-americano existem atualmente 81.321 infetados, enquanto Itália regista 80.539 e a China 81.285. Ainda assim, o número de mortes devido a esta pandemia continua a ser mais elevado em Itália (8.165) do que nos Estados Unidos (1.178). A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou que os Estados Unidos podem, a curto prazo, ultrapassar toda a Europa no número de infetados e tornarem-se o epicentro da pandemia. Leia a notícia completa no The New York Times (acesso pago, conteúdo em inglês)

El Economista

Supervisor espanhol “convida” cotadas a reverem remuneração acionista

O supervisor dos mercados financeiros de Espanha, a CNMV, está a incentivar as empresas cotadas a reformularem as contas anuais e reverem a proposta de dividendos. O “convite” é feito numa altura em que parte da economia está parada devido ao Covid-19, cujo impacto financeiro ainda não é possível avaliar. Várias empresas espanholas já tomaram esta decisão de reter os lucros que iam distribuir pelos acionistas, incluindo os bancos Santander e CaixaBank. Leia a notícia completa no El Economista (acesso livre, conteúdo em espanhol)

Reuters

Deutsche Bank congela processos de despedimentos

O Deutsche Bank anunciou que vai deixar em standby os processos de despedimentos que estavam em curso. Esta decisão foi tomada numa altura em que o mundo atravessa uma crise pandémica e o banco quer “evitar mais stress emocional aos seus colaboradores.” Depois da medida adotada pelo Deutsche Bank foram vários outras instituições a irem pelo mesmo caminho — Wells Fargo, Citi e Morgan Stanley –, mas o Unitcredit vai continuar com o processo de despedimento de 6.000 funcionários. Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês)

Financial Times

Volkswagen apela ao BCE para acelerar empréstimos de emergência

A Volkswagen pediu ao Banco Central Europeu (BCE) para acelerar os planos de compra de dívida diretamente às maiores empresas do mundo, com o objetivo de as ajudar a ultrapassar a crise provocada pelo coronavírus. O grupo alemão defende que o BCE deve dar “sinais claros” e comprar dívida a curto prazo, com vencimento em seis ou nove meses, “o mais rapidamente possível”. Este pedido surge depois de o BCE ter anunciado um plano para gastar até 750 mil milhões de euros em compras de ativos. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês)

Bloomberg

Procura mundial por petróleo está em queda livre

A Agência Internacional de Energia alerta que a procura mundial por petróleo está em queda livre. Fatih Birol aponta o dedo à pandemia, que está a obrigar a que milhões de pessoas um pouco por todo o globo tenham de ficar em casa, reduzindo o consumo da matéria-prima. Aponta para uma quebra na procura na ordem dos 20 milhões de barris por dia. Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês)

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