Bolsa de Lisboa em queda com pressão da Galp e BCP

Após uma breve recuperação logo no arranque da sessão, a bolsa de Lisboa voltou a mergulhar no vermelho, seguindo em contraciclo com as pares europeias.

Após um novo tombo na passada sexta-feira, a bolsa de Lisboa volta a ceder. O PSI-20 segue com perdas acima de 0,5%, condicionada pelo recuo dos títulos do setor da Galp e do BCP isto apesar de uma breve recuperação logo no arranque da sessão. Lisboa segue em contraciclo com as pares europeias.

O PSI-20 desvaloriza 0,76%, para os 3.913,11 pontos, com apenas quatro títulos em terreno positivo. Na Europa, o Stoxx 600 que agrega as 600 principais capitalizações bolsistas do velho Continente somava 0,3% na abertura da sessão.

A recuperação que se assiste nas ações europeias acontece depois de o banco central da China ter injetado mais dinheiro no seu sistema financeiro. A autoridade chinesa decidiu reduzir as taxas diretoras nas operações financeiras a sete dias de 2,40% para 2,20% e simultaneamente injetar 7.000 milhões de dólares no sistema financeiro. Esta instituição não aumentava a liquidez no sistema desde 16 de março.

A Galp Energia é uma das principais responsáveis pela queda do índice bolsista nacional. As ações caem 2,26%, para os 9,524 euros, acompanhando mais um tombo das cotações do petróleo. O preço do brent, referência para as importações nacionais, tomba 6,34%, para os 23,35 dólares por barril, sendo que já tocou nos 23,03 dólares, um mínimo de novembro de 2002. Já o barril do norte-americano crude cai 4,79%, para os 20,48 dólares.

O BCP volta a destacar-se pela negativa, após o trambolhão de 4% de sexta-feira que se seguiu ao anúncio da instituição liderada por Miguel Maya de congelar a distribuição do dividendo relativo a 2019 devido aos efeitos da pandemia do coronavírus. As suas ações recuam 2,18%, para os 10,32 cêntimos.

(Notícia atualizada às 8h30)

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