Covid-19: PIB italiano pode contrair-se 10% no primeiro semestre

  • Lusa
  • 31 Março 2020

A Covid-19 atingiu "o coração" da economia italiana e provocará uma contração do PIB de aproximadamente 10% no primeiro semestre do ano, segundo estimativas da patronal italiana Confindustria.

A Covid-19 atingiu “o coração” da economia italiana e provocará uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 10% no primeiro semestre do ano, segundo estimativas da patronal italiana Confindustria.

A organização industrial publicou esta terça-feira um relatório sobre a evolução da economia italiana em 2020 e 2021 no qual sublinha que “nunca antes na história da República se enfrentou uma crise de saúde, social e económica destas proporções”.

No relatório é indicado que a queda estimada do PIB no segundo trimestre do ano será de cerca de 10% face ao valor final de 2019, quando se cifrava em 430.000 milhões de euros.

O documento refere-se à pandemia da Covid-19, que já contagiou mais de 100.000 pessoas e provocou 11.591 mortos, além de ter bloqueado todo o país, com lojas fechadas e as pessoas confinadas em casa e atingiu especialmente o norte industrializado.

A Confindustria adverte que só com investimentos em apoios aos cidadãos e às empresas por parte do Governo “a recessão atual não se converterá numa depressão económica prolongada”.

O relatório refere que, desde que a pandemia seja controlada no primeiro semestre, a recuperação durante a segunda metade de 2020 será lenta, travada pela fragilidade da procura de bens e serviços.

Se o estado de emergência for levantado antes de maio, a Confindustria acredita que Itália registará uma contração total de 6% do PIB no final do ano, algo completamente imprevisível há três meses.

Cada semana que as atividades produtivas, as fábricas, continuem fechadas por ordem do Governo (exceto algumas consideradas essenciais e estratégicas) poderia custar uma queda do PIB de 0,75%.

“A economia italiana foi atingida no coração” desde que em finais de fevereiro começou a crise da Covid-19 italiana, sublinha a patronal.

É um autêntico “choque” que afeta tanto a oferta como a procura já que o país foi fechado para evitar contágios.

A Confindustria insiste na necessidade de “mobilizar recursos” para um plano de recuperação económica e social quando tudo passar, pois teme uma depressão que derivará num “aumento dramático do desemprego e num colapso do bem-estar social”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Covid-19: PIB italiano pode contrair-se 10% no primeiro semestre

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião