Juro dos cartões de crédito vai subir. Taxa máxima será de 15,8% no segundo trimestre

O juro máximo que os bancos podem cobrar pela utilização dos cartões de crédito vai subir pela primeira vez em mais de um ano. Taxa a vigorar no segundo trimestre reflete subida do Imposto do Selo.

O juro máximo que os bancos podem cobrar pela utilização dos cartões de crédito vai subir pela primeira vez em mais de um ano. No segundo trimestre, o teto máximo para esse juro será de 15,8%, revelou o Banco de Portugal nesta terça-feira. O regulador da banca, explica que taxas a vigorar no segundo trimestre refletem subida do Imposto do Selo no crédito ao consumo.

A entidade liderada por Carlos Costa fixou em 15,8%, o valor máximo que as instituições podem cobrar pelos juros (TAEG) dos cartões de crédito nos próximos três meses. Este valor está acima do limite de 15,7% em vigor no primeiro trimestre do ano, sendo ainda a primeira subida desde o primeiro trimestre do ano passado.

“As taxas máximas agora divulgadas ponderam o impacto na TAEG das alterações às taxas de Imposto do Selo que incidem sobre o crédito aos consumidores”, explicita o Banco de Portugal, referindo-se ao agravamento desse imposto determinado no Orçamento do Estado para este ano.

Também os juros máximos para o crédito pessoal com finalidade educação, saúde e energias renováveis e locação financeira de equipamentos sobem, dos atuais 6,3%, para 6,8% a partir do início de abril.

Já nos outros créditos pessoais, categoria onde se inserem financiamentos para a aquisição de artigos para o lar ou férias, por exemplo, o juro máximo mantém-se inalterado nos 13,1%.

No automóvel, e à exceção do crédito com reserva de propriedade de carros novos, cuja TAEG máxima vai subir de 9,5% para 9,6%, o teto dos juros também não mexe face ao verificado no primeiro trimestre deste ano. Na locação financeira ou ALD de viaturas novas, o juro máximo será de 4,3%.

Já nos usados, o teto dos juros da locação financeira ou ALD mantém-se nos 5,7%, enquanto nos financiamentos com reserva de propriedade é de 12,2%.

(Notícia atualizada às 13h15)

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