Tottenham corta salários de Mourinho, jogadores e funcionários em 20%

  • Lusa
  • 31 Março 2020

O clube anunciou que vai "reduzir em 20% a remuneração de 550 diretores e empregados que não jogam, de abril e maio", devido ao surto do novo coronavírus.

Diretores e funcionários do Tottenham, excluindo elementos da equipa de futebol treinada por José Mourinho, vão sofrer um corte salarial de 20%, em consequência da suspensão da atividade devido à pandemia de coronavírus, anunciou esta terça-feira o clube inglês.

“Ontem [segunda-feira], depois de tomarmos medidas para reduzir custos, tomámos a decisão difícil — no sentido de proteger empregos — de reduzir em 20% a remuneração de 550 diretores e empregados que não jogam, de abril e maio, em concordância com o regime legal. Continuaremos a rever esta posição”, indicou, em comunicado, o presidente do Tottenham, Daniel Levy.

A equipa londrina é treinada pelo português José Mourinho, que ainda tem como adjuntos, entre outros, os compatriotas Ricardo Formosinho, João Sacramento e Nuno Santos, e conta ainda no plantel com o médio português Gedson Fernandes. Na nota publicada no sítio oficial dos spurs na Internet, o responsável do clube sublinha que outros emblemas tomaram medidas: “Vimos clubes como o FC Barcelona, o Bayern Munique e a Juventus darem passos para reduzirem os custos”.

Levy indicou que José Mourinho e os jogadores da equipa de futebol também estão disponíveis para acertarem cortes nos salários. “Esperamos que as conversas entre a Premier League, a PFA [sindicato de jogadores] e a LMA [associação de treinadores] resulte em que os jogadores e os treinadores façam a sua parte pelo ecossistema do futebol”, acrescentou Levy.

O responsável do clube londrino frisou que muitas famílias vão perder entes queridos, que negócios vão ficar destruídos e muitos empregos perdidos, sendo sua incumbência proteger os seus empregados, adeptos, parceiros e o clube. O dirigente é também um dos mais bem pagos, com um salário de quatro milhões de libras, acrescido no último ano, em que o Tottenham foi à final da Liga dos Campeões, de um bónus de três milhões de libras.

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