Portugal regista 9.034 casos de infeção por Covid-19. Número de mortes sobe para 209

Até à meia-noite passada, o número de casos confirmados de Covid-19 em Portugal subiu para 9.034, enquanto o número de mortes provocadas pelo coronavírus aumentou para 209.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou 783 novos casos de coronavírus em Portugal, elevando para 9.034 o número de pessoas infetadas com a doença. Um mês depois de ter sido detetado o primeiro caso de Covid-19 em Portugal, os dados apurados até à meia-noite revelam ainda que morreram mais 22 doentes por causa do vírus, num total de 209 desde que o surto foi detetado no país.

Segundo o último balanço das autoridades de saúde, nas últimas 24 horas foram detetados 783 novos casos de Covid-19, “o que representa um aumento de cerca de 9,5%”, apontou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, em conferência de imprensa. Em termos globais, o número de pessoas infetadas pela doença ascende às 9.034, sendo que há 1.042 casos em internamento, dos quais 240 em cuidados intensivos.

No que toca às vítimas mortais, ascendem a 209 pessoas, mais 22 nas últimas 24 horas. “A taxa de letalidade global é de 2,3% e a taxa de letalidade acima nos 70 anos de 9,2%”, informou António Lacerda Sales. No extremo oposto, são já 68 os pacientes recuperados, mais 25 face ao dia anterior.

O Norte continua a ser a região mais afetada do país, com 5.3038 casos e 107 óbitos, seguido por Lisboa e Vale do Tejo, com 1.998 casos e 38 mortes e o Centro, que regista 2.207 casos e 44 mortes. Há ainda registo de 1.161 casos e 55 mortes na região Centro, e de, 163 casos e três mortes no Algarve, de acordo com o boletim epidemiológico.

Há ainda 4.958 casos que estão a aguardar resultados laboratoriais e 21.798 pessoas sujeitas à vigilância das autoridades.

“Não sabemos quando vai ser o pico”, diz Graça Freitas

O Governo continua a apostar no reforço do equipamento médico para tratar os doentes com Covid-19. “Entre ofertas, compras e doações estaremos em condições de duplicar a nossa oferta de ventilação“, garantiu o secretário de Estado da Saúde.

Nesse prisma, “vão chegar 144 ventiladores este fim de semana” aos hospitais portugueses, sendo os equipamentos “vão ser distribuídos consoante “critério pré-estabelecidos” relacionados com as necessidades de cada unidade, “a urgência dos ventiladores, o grau de sobrecarga que já existe nos serviços”, informou o presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, João Gouveia.

Questionado sobre a política de testes que está a ser seguida, António Sales diz que “na próxima sexta-feira à noite chegarão 80 mil zaragatoas e estão encomendadas mais 400 mil, que vão chegando faseadamente”. O secretário de Estado apontou ainda que “desde o dia 1 de março foram efetuados cerca de 75 mil testes acumulados”, em linha com as previsões de realização de 5 a 6 mil testes por dia.

Já a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, acrescentou que a prioridade continua a ser testar os doentes com sintomas suspeitos e pessoas que estiveram em contacto com eles, sendo que o critério para um paciente ser considerado curado é ter dois testes negativos.

Relativamente ao pico previsto para a epidemia, Graça Freitas reforça que este pode ser estendido, uma vez que a subida não está a ser “abrupta”. “Temos tido uma ascendência aplanada, mas não sabemos quando vai ser o pico. Quanto mais lenta for a nossa progressão mais para a frente vai o pico”, apontou.

Esta quinta-feira a Assembleia da República renovou o Estado de Emergência no país por mais 15 dias, vigorando até dia 17 de abril. Durante a tarde decorrerá um Conselho de Ministros extraordinário que elaborará a legislação necessária para regulamentar as novas medidas.

(Notícia atualizada às 14h03)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal regista 9.034 casos de infeção por Covid-19. Número de mortes sobe para 209

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião