Expansão do metro de Lisboa vai continuar. Será crítica para criar emprego, diz o Governo

Ministro do Ambiente e Ação Climática emitiu um despacho sobre a continuidade de todos os investimentos no Metropolitano de Lisboa.

Os investimentos do metro de Lisboa não vão parar. A ordem foi dada, esta sexta-feira, pelo Governo, que considera que os planos de expansão são “urgentes e críticos” para o interesse público, pois irão ajudar a dinamizar da economia e o emprego após a pandemia.

“O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, assinou hoje, sexta-feira, 3 de abril, um despacho em que indica que o Metropolitano de Lisboa, E.P.E. deve continuar a executar os procedimentos administrativos necessários à aquisição de material circulante, modernização da sinalização e concretização do Plano de Expansão da rede do Metropolitano de Lisboa”, anunciou o ministério, em comunicado.

O despacho indica que os procedimentos de contratação pública necessários devem igualmente continuar. O Governo justifica que os planos mantêm-se com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2020.

O Parlamento juntou-se numa maioria negativa para suspender a expansão, mas o Presidente da República já tinha clarificado que esta recomendação não tem efeito vinculativa ou capacidade para suspender qualquer decisão administrativa.

O ministério de Matos Fernandes lembra que a Expansão do Sistema do Metropolitano de Lisboa recebeu aprovação como Grande Projeto europeu. Foi atribuído um apoio do Fundo de Coesão de 83 milhões de euros, sendo que o Plano de Expansão da rede do Metropolitano de Lisboa representa um investimento total de 276 milhões de euros.

Por último, sublinha a importância da obra no cenário pós-Covid-19. “A realização de todos os procedimentos de contratação pública para aquisição de material circulante, modernização da sinalização e do Plano de Expansão da rede do Metropolitano de Lisboa são urgentes e críticos para o interesse público, pois concretizam iniciativas de investimento público fundamentais para a dinamização da economia e para a criação de emprego, o que é especialmente importante perante os efeitos sobre a economia que a pandemia do Covid-19 já está a provocar em todo o Mundo e em Portugal”, acrescenta.

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