Mais de 115 mil pais pediram apoio para ficarem em casa com os filhos

O Governo disponibilizou um apoio especial para os pais que ficaram em casa para ficar com os filhos, face ao encerramento das escolas. Mais de 115 mil pediram-no.

Mais de 115 mil trabalhadores já pediram à Segurança Social o apoio extraordinário criado para os pais que tiveram de faltar ao trabalho para ficar em casa com os filhos nas últimas semanas do segundo período escolar, avançou a ministra do Trabalho, esta segunda-feira. À saída da reunião da Concertação Social, Ana Mendes Godinho adiantou ainda que cerca de 82% desses pedidos dizem respeito a trabalhadores por conta de outrem.

Em resposta à propagação do coronavírus, o Governo decidiu suspender, a partir de 16 de março, todas as atividades letivas presenciais, de todos os graus de ensino, deixando milhares de criança em casa e, consequentemente, milhares de trabalhadores sem conseguirem ir trabalhar. Para esses pais, o Executivo preparou um “mecanismo especial” que lhes garantiu, durante as duas últimas semanas do segundo período escolar, o pagamento de dois terços do salário, pagos em iguais partes pela Segurança Social e pelo empregador.

De acordo com a ministra do Trabalho, solicitaram esse apoio 115.218 trabalhadores, dos quais 94.779 trabalhadores por conta de outrem. Entre os trabalhadores independentes e de serviços domésticos, o número de pedidos foi mais modesto: cerca de 18.574 pedidos e 1.865 pedidos, respetivamente.

Este apoio foi, entretanto, suspenso durante a interrupção letiva para as férias da Páscoa, mas o Governo admite voltar a disponibilizá-lo durante o terceiro período escolar, se o encerramento das escolas se manter, o que é provável, tem dito o Executivo.

Em declarações aos jornalistas, esta segunda-feira, Ana Mendes Godinho adiantou também que, até ao momento, mais de 11 mil trabalhadores já pediram à Segurança Social a baixa paga a 100% (durante 14 dias) prevista para quem esteja em isolamento profilático e não consiga fazer teletrabalho.

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