Portugal regista 12.442 casos de Covid-19. Número de mortes sobe para 345

Até à meia-noite, o número de casos confirmados de Covid-19 em Portugal subiu para 12.442, enquanto o número de mortes provocadas pelo coronavírus aumentou para 345.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou 712 novos casos de coronavírus em Portugal, elevando para 12.442 o número de pessoas infetadas com a doença. Os dados apurados até à meia-noite revelam ainda que morreram mais 34 doentes por causa do vírus, num total de 345 desde que o surto foi detetado no país.

Segundo o último balanço das autoridades de saúde, referente às últimas 24 horas, os 712 novos casos confirmados representam um aumento de cerca de 6% em relação ao balanço anterior. Deste universo de 12.442 doentes confirmados, há 1.180 casos em internamento, dos quais 271 em cuidados intensivos. Ou seja, a esmagadora maioria das pessoas infetadas, 86,3% do total, está a ser acompanhada no domicílio, como tem sido previsto e promovido pela DGS.

Há mais 44 doentes considerados curados, elevando o número de pessoas recuperadas para 184. Há ainda 4.442 casos que estão a aguardar resultados laboratoriais e 25.070 pessoas sujeitas à vigilância das autoridades.

Entre os óbitos a lamentar, a maioria ocorreu nas camadas vulneráveis da população. Do total de 345 mortes registadas pelo Covid-19, 219 foram de cidadãos com mais de 80 anos e 78 pessoas com 80 a 79 anos de idade. Estas eram pessoas que estavam no chamado grupo de risco, a quem o novo coronavírus tem provocado as maiores complicações. “A taxa de letalidade global é de 2,8%, já a taxa de letalidade acima dos 70 anos é de 10,7%”, referiu o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa diária.

O Norte continua a ser a região mais afetada do país, com 7.052 casos e 186 óbitos, seguido por Lisboa e Vale do Tejo, com 3.185 casos e 64 mortes e o Centro, que regista 1.766 casos e 88 mortes. Há ainda registo de 234 casos e sete mortes no Algarve, e 85 casos no Alentejo, de acordo com o boletim epidemiológico. Na regiões autónomas também não há registos de vítimas mortais, com os Açores a registarem 68 casos e a Madeira 52.

Hospitais já contrataram mais de 1.400 profissionais de saúde

Em conferência de imprensa, o secretário de Estado da Saúde sublinhou que “o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é um património que importa mais do que nunca reforçar” e, por isso, anunciou que até agora foram feitos “mais de 1.400 contratos com profissionais de saúde de todas as áreas”, por parte dos conselhos de administração dos hospitais, que têm agora autonomia para fazer contratações diretas, face à epidemia do Covid-19.

Além disso, o Governo continua a apostar no reforço da Linha de Saúde 24, responsável por fazer o acompanhamento de casos suspeitos do novo coronavírus. Nesse sentido, “já é possível ter um tempo médio de espera abaixo dos três minutos” sendo que esta linha já prestou “acompanhamento psicológico a 262 pessoas, alguns dos quais profissionais de saúde”, destacou António Sales.

Apesar de admitir algum “alento” pelos números de novos casos estarem a baixar, o subdiretor-geral da Saúde pede “alguma prudência na interpretação” destes dados, reforçando que é importante que não se baixe a guarda às medidas de contenção implementadas. “Pedíamos a todos que não abrandassem os esforços feitos até agora para que mantenhamos uma evolução favorável, para que o mais rápido possível possamos sair da situação onde estamos“, alertou Diogo Cruz.

Sobre as discrepâncias nos dados relacionadas com o Registo Nacional de Utentes (RNU), o subdiretor-geral da Saúde aponta que estas estão relacionadas com o local onde a pessoa mora e o sítio onde foram realizados os testes, mas que são depois corrigidas.” Às vezes existem discrepâncias que são depois corrigidas, quando localmente nos dizem não esta pessoa não mora aqui, mora no outro lado”, explicou.

Questionado sobre o número de testes que têm sido realizados, o secretário de Estado da Saúde apontou que foram feitos 121.256 testes, sendo que 53% dizem respeito ao público e os restantes 47% ao privado. “A capacidade de testagem diária mantêm-se nos 11 mil testes, sete mil no público quatro mil no privado”, disse António Sales, acrescentando que o dia 1 de abril foi o dia de maior testagem com 1.100 testes realizados.

Além disso, o governante referiu que ainda esta terça-feira vão ser distribuídos dez mil testes para a zona Centro, sendo que desses cerca de dois mil vão ser distribuídos em Aveiro, já que a situação nos lares desse distrito é preocupante. Para fazer face à situação nos lares, o subdiretor-geral da Saúde referiu ainda que vão ser publicadas ainda esta terça-feira novas orientações, sem especificar quais.

(Notícia atualizada às 13h46)

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