Qatar nega “firmemente” subornos para Mundial2022 e fala em acusações “falsas”

  • Lusa
  • 7 Abril 2020

Os responsáveis do Mundial2022 referem que as “falsas acusações já vêm do passado e nunca foram provadas”.

A organização do Mundial2022 de futebol do Qatar negou esta terça-feira “firmemente” os alegados subornos para que recebesse votos favoráveis na atribuição do evento, frisando que as acusações são “falsas”.

Esta terça-feira, o procurador-geral de Brooklyn, dos Estados Unidos, deu conta de um documento a indicar que vários dirigentes da FIFA receberam subornos para que votassem favoravelmente a atribuição dos Mundiais de futebol de 2018 e 2022, respetivamente à Rússia e ao Qatar, uma acusação também já desmentida pelos responsáveis russos.

Os responsáveis do Mundial2022 referem que as “falsas acusações já vêm do passado e nunca foram provadas”, garantindo que vão “contestar vigorosamente”. “Apesar de anos de falsas acusações, nunca foram produzidas provas que mostrem que o Qatar tenha obtido a organização do Mundial de 2022 de maneira dúbia ou violando as regras estritas da FIFA”, declarou o organismo.

As revelações conhecidas esta terça-feira estão ligadas a um vasto escândalo de corrupção, que envolve antigos líderes mundiais de futebol, que abalaram a FIFA, então presidida por Sepp Blatter, levando à sua queda em 2015.

O antigo líder do organismo que tutela o futebol mundial, em declarações à France-Presse, negou a existência de subornos para a atribuição desses dois Mundiais, mas esclareceu que havia um ‘acordo de cavalheiros’ no seio do comité executivo da FIFA, no sentido de serem atribuídos a Rússia e Estados Unidos. Posteriormente, segundo Blatter, “houve uma intervenção política para a atribuição de 2022 ao Qatar, apenas isso”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Qatar nega “firmemente” subornos para Mundial2022 e fala em acusações “falsas”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião