Galp cai 3% e pressiona Lisboa. Europa também cede

Bolsa portuguesa perde quase 1%, com as ações da petrolífera portuguesa a recuaram mais de 3%. Praças europeias também abriram a sessão em terreno negativo.

A Galp está sob pressão vendedora na bolsa de Lisboa, cedendo mais de 3%, depois de ter anunciado que vai cortar o investimento em 500 milhões por ano devido à crise do Covid-19. O PSI-20 abriu o dia a cair, assim como as principais praças europeias.

O índice de referência nacional perde 0,76% para 4.038,40 pontos, isto depois dos ganhos nas últimas duas sessões perante sinais de abrandamento da propagação do vírus.

A praça portuguesa volta a terreno negativo esta quarta-feira, pressionada sobretudo pela petrolífera nacional, que apresentou esta manhã os primeiros dados relativos ao impacto do Covid-19. Vai cortar o investimento em 500 milhões por ano em 2020 e 2021. Embora a produção de petróleo tenha subido no trimestre, a margem de refinação afundou mais de 40%. Neste contexto, os títulos da Galp cedem 3,08% para 9,73 euros.

“Apesar da relevância destes números, a ação depende mais, na presente fase, da perceção que os investidores têm do setor e essa perceção depende da evolução da cotação do crude”, dizem os analistas do BPI. O barril de petróleo está hoje a valorizar 3%, embora tenha caído de forma acentuada nas últimas semanas.

Galp perde 3%

Também Mota-Engil, Navigator e Altri seguem com quedas superiores a 1%, depois de terem estado em destaque na sessão anterior.

Entre os pesos, além da Galp, também o BCP e a Jerónimo Martins apresentam as maiores quedas do PSI-20: o banco cede 1,65% para 9,51 cêntimos e a dona do Pingo Doce recua 1,32% para 15,295 euros.

Lisboa acompanha as quedas verificadas na Europa. O índice de referência Stoxx 600 está em queda de 0,7%. Nas praças de Madrid, Paris e Frankfurt as descidas situam-se entre 0,6% e 1,1%.

“A conjuntura bolsista desenrola-se em dois eixos: a evolução da pandemia e a resposta ao impacto económico que ela gerou”, frisam os analistas do BPI, notando que “a diferença mais marcante entre os dois lados do Atlântico é a resposta à crise económica”.

“Nos EUA, a Administração Trump e a Fed operaram de forma coordenada e enérgica, tendo a primeira elaborado um plano fiscal equivalente a quase 10% do PIB, sendo que tem sido pressionada para fazer mais. Na Europa, a resposta cinge-se ao BCE e a iniciativas individuais de cada país. Ontem fracassou mais uma ronda de negociações para uma reação conjunta da UE, com o foco a recair sobre as condições de hipotéticos empréstimos às nações mais necessitadas”, explicam.

(Notícia atualizada às 8h32 com mais informação)

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