Fed viu necessidade de uma resposta “forte” à pandemia

Os responsáveis da Fed concordaram que os esforços para aliviar a tensão nos mercados financeiros iriam ajudar a mitigar os impactos negativos de curto prazo da pandemia.

Já são conhecidos os detalhes de duas reuniões de emergência da Reserva Federal dos Estados Unidos, realizadas no mês passado. Os membros do comité de política monetária da Fed mostraram-se preocupados com a rapidez com que o surto de coronavírus estava a prejudicar a economia norte-americana e os mercados financeiros, levando-os a tomar “ações fortes”.

“Todos os participantes consideraram que a perspetiva económica de curto prazo dos EUA se tinha deteriorado de forma acentuada nas últimas semanas, tendo-se também tornado profundamente incerta”, dizem as minutas da reunião do Comité Federal do Mercado Aberto, publicadas esta quarta-feira e citadas pela Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

Nestas minutas é possível verificar que os responsáveis da Fed viram riscos “acentuadamente crescentes de queda nas perspetivas económicas” que justificaram as medidas “fortes” de resposta à pandemia, que consistiram em reduzir as taxas de juros para um patamar próximo do zero, ampliar o acesso ao dólar pelos bancos centrais estrangeiros e relançar os programas de grandes compras de ativos.

“Os participantes concordaram que os esforços da Fed para aliviar a tensão nos mercados financeiros ajudariam a limitar os impactos negativos de curto prazo, apoiando os fluxos de crédito para famílias e empresas”, lê-se na ata. Entre os riscos negativos para a economia, os participantes destacam a possibilidade de o surto ganhar uma dimensão maior do que o esperado.

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