Novo Banco inaugura linha Capitalizar Covid-19. Dá primeiros 150 milhões em crédito

O Novo Banco vai disponibilizar os primeiros 150 milhões de euros de um total de 400 milhões da linha de crédito para apoiar empresas na crise do coronavírus. Primeira empresa apoiada é de Leiria.

O Novo Banco irá disponibilizar “os primeiros 150 milhões de euros” da linha de crédito Capitalizar 2018-COVID-19, que visa apoiar financeiramente as pequenas e médias empresas em dificuldades por causa da pandemia. A primeira empresa a ser apoiada é a Aqueciliz, com sede em Leiria, que fatura “cerca de oito milhões de euros” e se dedica “à instalação elétrica” e “climatização de edifícios”, anunciou o banco num comunicado.

“Com uma dotação de 400 milhões de euros para ‘Fundo de Maneio e ‘Plafond Tesouraria’, a linha de crédito Capitalizar 2018-COVID-19 foi lançada pelo Governo em associação com o Sistema Nacional de Garantia Mútua, com vista a apoiar as empresas e negócios cuja atividade se encontra afetada pelos efeitos económicos resultantes do surto”, informa o Novo Banco.

Na mesma nota, o banco presidido por António Ramalho informa que todos os processos “estão já em fase final de assinatura (digital) com os clientes”. “A afetação de verbas será efetuada tendo em consideração a respetiva utilização, numa lógica de first come first serve, num montante máximo por empresa de três milhões de euros, com dotações específicas de 1,5 milhões de euros para fundo de maneio e 1,5 milhões de euros para plafond de tesouraria”, acrescenta.

No caso concreto da Aqueciliz, a empresa “emprega 85 colaboradores” e “inaugurou as utilizações da linha Covid-19”. Segundo o Novo Banco, a empresa “já tem o dinheiro na conta” e, citado na mesma nota, o presidente desta PME, Filipe Carreira, diz que “permitirá um importante e desejado reforço do fundo de maneio da empresa nesta fase, garantindo o cumprimento das suas responsabilidades, nomeadamente salários e fornecedores estratégicos”.

Segundo o banco, “através da simplificação do processo e a introdução de alterações digitais em colaboração com as sociedades de garantia mútua”, é possível “reduzir os tempos de disponibilização dos fundos de 67 dias (média de 2019) para 20 dias no atual momento”.

O Novo Banco recorda, por fim, que “estão disponíveis também três mil milhões de euros em linhas setoriais”. São “600 milhões de euros para restauração e similares; 200 milhões de euros para Turismo – Agências de Viagens, Animação, Organização de Eventos e Similares; 900 milhões de euros para Turismo – Empreendimentos e Alojamentos; e 1.300 milhões de euros para Indústria – Têxtil, Vestuário, Calçado, indústrias extrativas (rochas ornamentais) e da fileira da madeira e cortiça”.

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