Maioria dos portugueses domina ferramentas de teletrabalho, revela barómetro

Conclusões da 1.ª semana do barómetro lançado pela Landing.jobs e pela revista Pessoas para monitorizar a evolução do trabalho remoto durante e após a pandemia, revela preferência pelo teletrabalho.

As medidas de contingência para combater a propagação do novo coronavírus estão a obrigar milhares de empresas a adotar o trabalho remoto, um pouco por todo o mundo. Para muitos, o trabalho remoto não é uma novidade mas, para outros, é uma experiência totalmente nova. Por cá, os portugueses parecem estar satisfeitos com a atuação das empresas perante o regime de trabalho remoto, dominam as ferramentas do teletrabalho e consideram, de forma geral, ser mais produtivos. Por outro lado, um dos fatores negativos apontados é a falta de contacto social e as saudades dos colegas de trabalho.

Estas são algumas das conclusões da primeira semana do barómetro lançado pela Landing.jobs e pela revista Pessoas, para monitorizar a evolução do trabalho remoto durante e após a pandemia do Covid-19.

Na primeira semana, o barómetro contou com a participação de 1.407 pessoas que, entre 2 e 8 de abril, já se encontravam em regime de teletrabalho.

Em metade dos inquiridos, as empresas já tinham políticas de trabalho remoto antes do Covid-19 mas, para mais de 40% das empresas, este regime era ainda uma novidade. De acordo com os dados do barómetro, mais de 64% já tinha trabalhado em regime remoto antes da pandemia –– a tempo inteiro ou parcial. Contudo, é de notar que mais de metade das respostas foram dadas por trabalhadores do setor das tecnologias da informação, que poderá ter mais facilidade em implementar o teletrabalho por se tratar de um setor tecnológico. Cerca de 35,6% dos inquiridos nunca tinha tido uma experiência de trabalho remoto.

Gestão e produtividade no trabalho remoto

De acordo com os dados recolhidos pelo barómetro, a maior parte dos trabalhadores consegue organizar, gerir o trabalho e comunicar com as equipas eficazmente. Mais de 50% dos trabalhadores consegue comunicar eficazmente com as equipas à distância e 72% domina totalmente as ferramentas que utiliza em teletrabalho, o que pode ter um grande impacto na produtividade.

O barómetro revela ainda que 28% dos inquiridos se sente “definitivamente” mais produtivo a trabalhar remotamente. Apenas 5% considera que o contexto do local de trabalho remoto influencia negativamente a produtividade.

O trabalho remoto, consideram os inquiridos, também tem implicações no dia-a-dia e na vida pessoal: 21% dos trabalhadores diz sentir-se melhor a trabalhar remotamente que presencialmente e 40% afirma ainda que tem uma melhor alimentação neste regime. Contudo, só 27% consegue separar, totalmente, a vida pessoal da vida profissional remota.

Por fim, 41,34% dos inquiridos consideram “excelente” a atuação da sua empresa perante o regime de trabalho remoto.

A maioria das respostas foi recolhida de trabalhadores do setor das tecnologias da informação (52,6%) e de pessoas residentes em Lisboa, no Porto e no estrangeiro. Para participar no barómetro e continuar a acompanhar semanalmente a evolução destes resultados, pode preencher o questionário aqui.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Maioria dos portugueses domina ferramentas de teletrabalho, revela barómetro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião