Raize escreve carta aberta ao Governo. Quer “acabar com a papelada” e fazer chegar o dinheiro às PME

A fintech propõe a criação de uma pool de financiamento em que os bancos partilhassem o risco e a plataforma da Raize ficasse responsável por disponibilizar os fundos e fazer a gestão dos contratos.

A Raize, fintech portuguesa especializada no financiamento de pequenas e médias empresas (PME), escreveu uma carta aberta ao Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, em que apresenta um plano com cinco pontos para “acabar com a papelada” e fazer chegar o dinheiro às PME ainda este mês.

O Governo criou linhas de crédito de apoio à economia, tendo já sido aprovadas 430 milhões de euros, de um total de 6,2 mil milhões de euros. Na carta assinada pelos três fundadores e administradores — José Maria Rego, Afonso Fuzeta Eça e António Silva Marques –, a Raize quer participar, nomeadamente através de parcerias com a banca, e diz-se capaz de agilizar o processo.

“Este plano é implementável num espaço de tempo muito curto e garante que conseguimos fazer chegar dinheiro rapidamente às empresas nesta fase”, afirma. “Através da tecnologia da Raize, conseguimos ultrapassar os problemas de formalização das operações recorrendo a um mecanismo de pool-financing dos créditos Covid-19“.

"Através da tecnologia da Raize, conseguimos ultrapassar os problemas de formalização das operações recorrendo a um mecanismo de pool-financing dos créditos Covid-19. Cada banco financiaria apenas uma parte de cada crédito reduzindo assim os requisitos de formalização das operações.”

José Maria Rego, Afonso Fuzeta Eça e António Silva Marques

Membros do Conselho de Administração da Raize

Os pontos referidos preveem que tanto os bancos que participam nas linhas Covid-19 como as empresas criem contas na plataforma da Raize. Bancos e SPGM (a entidade coordenadora da garantia mútua) continuariam responsáveis pela análise e aprovação do financiamento às empresas e transmitiriam essa informação à Raize, que disponibilizaria os fundos. A fintech faria a gestão dos contratos celebrados, incluindo a cobrança das prestações (servicing).

Cada banco financiaria apenas uma parte de cada crédito reduzindo assim os requisitos de formalização das operações“, explica. “Este é um modelo que a Raize já utiliza com alguns bancos nacionais para financiar micro e pequenas empresas, portanto estaríamos a utilizar um modelo já existente. Atendendo à situação que vivemos, esta pode ser uma das formas mais inovadoras e seguras de fazer chegar o dinheiro rapidamente às micro e pequenas empresas”.

A Raize já tinha proposto, a par de outros investidores particulares, a inclusão no mecanismo de garantia do Estado para ajudar a financiar as micro e pequenas empresas. “À data de hoje, ainda não obtivemos resposta da V/ parte, mas mantemos a nossa disponibilidade para implementar esta iniciativa”, acrescenta a fintech dirigindo-se a Pedro Siza Vieira.

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