Orçamento suplementar até julho. Contenção? “Aumento da despesa”, diz Costa

  • ECO
  • 17 Abril 2020

Economia vai cair. Mas ninguém sabe "quanto é que a economia vai cair", diz o primeiro-ministro, que quer avançar com um orçamento suplementar antes da interrupção dos trabalhados no Parlamento.

António Costa, como o resto dos membros do Governo, têm alertado para os impactos que a pandemia vai ter na economia. O primeiro-ministro diz que não sabe quanto irá cair, ao certo, a economia, mas reconhece que, depois, a recuperação será, num primeiro momento, lenta. Perante esta crise, o Executivo vai avançar com um orçamento suplementar que deverá ser apresentado antes da interrupção dos trabalhados no Parlamento.

“Há um ponto que ninguém sabe: quanto é que a economia vai cair. Porque isso depende de um fator que também ninguém sabe, que é quanto tempo vai durar esta paralisação global”, diz António Costa em entrevista ao Expresso que será publicada na íntegra na edição de sábado. Mesmo não sabendo ao certo impacto, Costa diz que na recuperação, haverá “uma primeira fase que vai ter de ser lenta”.

A crise provocada pela pandemia está a obrigar o Estado a um esforço financeiro avultado, obrigando à apresentação de um orçamento suplementar que, diz Costa, ainda está a ser preparado.

“O ideal era que o orçamento suplementar pudesse ser apresentado ainda antes da interrupção dos trabalhos parlamentares”, que acontece em julho. No entanto, Costa diz que “só faz sentido fazê-lo quando tivermos dados suficientemente sólidos sobre a situação económica, financeira, e as necessidades do país”.

Questionado sobre se será um orçamento de contenção, Costa diz que será um documento exatamente em sentido oposto. “É necessário para acomodar o acréscimo da despesa que estamos a ter. Não estamos na fase da contenção, mas do aumento da despesa“, remata.

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