A partir de hoje, botijas de gás não podem custar mais de 22 euros

  • ECO
  • 20 Abril 2020

Governo decidiu, devido à pandemia de Covid-19, a fixação de preços do gás engarrafado. ERSE anunciou que decreto entra esta segunda-feira em vigor.

O gás engarrafado tem, a partir desta segunda-feira, um preço máximo. Enquanto durar o estado de emergência em Portugal, o Governo decretou que os preços serão fixos e não podem ser alterados pelos comercializadores. Assim, as botijas de gás butano de 13kg — as mais usadas pelas famílias em casa — vão ser vendidas por, no máximo de 22 euros por botija.

Os preços regulados do GPL engarrafado para o mês de abril, referentes às taras standard em aço, nas tipologias T3 e T5, são aplicáveis a partir das 00 horas de segunda-feira, dia 20 de abril de 2020, em todo o território do continente”, anunciou a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) em comunicado.

Os valores decretados são os seguintes:

  • para o GPL butano na tipologia T3, para as garrafas com capacidade de 12,5 kg e 13 kg, é de 21,15 euros e 22 euros, respetivamente;
  • para o GPL propano, também na tipologia T3, é de 18,20 euros, na garrafa de 9 kg, e de 22,24 euros, na garrafa de 11 kg;
  • na tipologia T5, o preço do GPL propano não poderá ultrapassar, na garrafa de 35 kg, os 63,04 euros e, na garrafa de 45 kg, 81,05 euros.

O Governo justificou a medida com a necessidade de travar o aumento da margem de comercialização praticada pelos operadores retalhistas, em contraciclo com a evolução dos preços dos derivados nos mercados internacionais.

Do lado das empresas, a APETRO – Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas, é contra a fixação de preços de forma administrativa, mas já disse compreender que haja preocupação por parte do Governo por se tratar de uma “situação de exceção”.

Caberá à entidade nacional dos serviços energéticos, ENSE EPE, a fiscalização no terreno do cumprimento do referido despacho“, acrescentou a ERSE sobre a fixação de preços que entra esta segunda-feira em vigor e que se prevê que seja temporária.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

A partir de hoje, botijas de gás não podem custar mais de 22 euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião