Portugal está na cauda do comércio eletrónico na UE. Só 4 em cada 10 utiliza

O comércio eletrónico está a crescer à boleia do isolamento social ditado pela pandemia, mas Portugal continua muito aquém da média europeia, superando apenas Itália, Roménia e Bulgária.

Portugal continua na cauda da União Europeia (UE) no que toca ao comércio eletrónico. Apesar das vendas pela internet estarem em franco crescimento em todo o bloco, por causa da pandemia do coronavírus, o país supera apenas Itália, Roménia e Bulgária na percentagem de população que comprou pela internet nos últimos meses.

Segundo dados do Eurostat revelados esta segunda-feira, 39% dos portugueses com idade entre 16 e 74 comprou através da internet nos últimos 12 meses, significativamente abaixo da média de 60% da UE, igual à Grécia e ao Chipre e somente acima dos 38% de Itália, 23% da Roménia e 22% da Bulgária. A percentagem de população portuguesa que fez compras online contrasta com os 84% do país líder, a Dinamarca, ou dos 82% da Suécia, ou com os 87% do Reino Unido, que não conta para a média dos 27 Estados-membros.

Ranking do comércio eletrónico na UE

Fonte: Eurostat

Estes dados surgem mesmo tendo em conta que o crescimento online cresce em praticamente todo o mundo, uma tendência que se acentuou com o facto de uma parte relevante da população mundial estar em quarentena por causa da pandemia do Covid-19: “Durante a atual pandemia do coronavírus, com as grandes avenidas fechadas e os consumidores sob restrições de distanciamento social, espera-se que o comércio eletrónico cresça ainda mais”, refere.

Neste contexto, o inquérito do Eurostat concluiu que 60% da população com idade entre 16 e 74 fez compras na internet” nos 12 meses analisados, comparativamente com os 56% registados no inquérito de 2018 e “quase o dobro” face aos 32% registados em 2009. “Em conjunto com o aumento do uso da internet e a melhoria dos padrões de segurança, os consumidores apreciam a possibilidade de poderem comprar a qualquer hora, em qualquer sítio, com acesso a uma vasta oferta de produtos e fáceis comparações de preços”, frisa ainda o gabinete de estatística da UE.

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