Petróleo abaixo de zero agudiza receios sobre pandemia. Wall Street cede

Os principais índices bolsistas dos EUA deslizam entre 1% e 2%, condicionados pela pressão dos preços do crude e dos resultados empresariais que refletem efeitos da pandemia.

O vermelho impera em Wall Street pelo segundo dia, com os principais índices norte-americanos com perdas entre 1% e 2%. O mercado bolsista dos EUA continua a acusar a pressão do petróleo que na sessão anterior entrou em terreno negativo pela primeira vez na história e os resultados empresariais, fatores que refletem a esperada recessão económica global devido à pandemia do novo coronavírus.

O S&P 500 desvaloriza 1,76%, para os 2.773,56 pontos, enquanto o Dow Jones e o Nasdaq perdem 2,23% e 1,21%, respetivamente, para os 23.123,92 e 8.457,13 pontos.

Os títulos do setor energético continuam a destacar-se entre os mais penalizados pela entrada histórica dos preços do petróleo para terreno negativo na última sessão, quando o crude transacionado nos EUA chegou até aos -40 dólares. A cotação do “ouro negro” regressou entretanto a terreno positivo, mas com o preço do barril de crude a ser negociado apenas nos 1,75 dólares. Nesse cenário, grandes petrolíferas como a Chevron e a Exxon Mobil deslizam 4,36% e 3,13%, respetivamente.

A condicionar o rumo dos índices bolsistas dos EUA estão ainda os resultados empresariais, com estes já a refletirem os efeitos da pandemia. Após as previsões sombrias por parte dos grandes bancos norte-americanos que deram o pontapé de saída para esta época de resultados, outras grandes empresas estão a anunciar cortes de dividendos e a cortar nas suas previsões financeiras.

Os analistas esperam que as empresas do S&P 500 apresentem quebras de resultados na ordem dos 13,5% no primeiro trimestre e de 29,1% no segundo, mostram dados da Refinitiv.

A Coca-Cola é uma das cotadas que já revela evidências dos danos causados pela pandemia, tendo dito que os seus resultados no trimestre atual serão afetados pela fraca procura de refrigerantes. As suas ações caem 2,5% Wall Street.

Já a Travelers Companies, a primeira das grandes seguradoras dos EUA a divulgar resultados, desliza 3% em bolsa, depois de registar uma queda de 25% no lucro trimestral, afetada por maiores perdas por catástrofe.

Enquanto isso, o líder democrata do Senado dos EUA, Chuck Schumer, disse esta terça-feira que os republicanos e os democratas terão concordado com o quarto pacote de ajuda, focado nas pequenas empresas, e que este seria aprovado no Senado no final do dia.

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