Endividamento da economia dá um salto. Toca nos 723,7 mil milhões

O endividamento da economia aumentou 3,4 mil milhões de euros em fevereiro deste ano, fixando-se nos 723,7 mil milhões de euros, segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal.

O endividamento da economia portuguesa (empresas, famílias e Estado) aumentou 3,4 mil milhões de euros entre janeiro e fevereiro deste ano, passando dos 720,3 mil milhões de euros para os 723,7 mil milhões de euros, segundo os dados divulgados esta quarta-feira, pelo Banco de Portugal. Este é o valor mais elevado desde setembro do ano passado.

Os números mostram que este aumento se deve essencialmente à subida do endividamento do setor público, o que poderá ser explicado pela concentração de emissões de dívida pública no início do ano. A 12 de fevereiro, o IGCP emitiu mais de mil milhões de euros de Obrigações do Tesouro e a 19 de fevereiro emitiu mais 1,25 mil milhões de euros em bilhetes do Tesouro.

Este aumento deveu-se ao acréscimo de 3,3 mil milhões de euros no endividamento do setor público e de 0,1 mil milhões de euros no endividamento do setor privado”, concretiza o Banco de Portugal, referindo que esse acréscimo no setor público é transversal a todos os setores, “com destaque para o financiamento do exterior (2,7 mil milhões de euros) e junto de particulares (0,4 mil milhões de euros)”.

O endividamento do setor público não financeiro aumentou para 322,8 mil milhões de euros em fevereiro, mais 3,25 mil milhões de euros face a janeiro. Já o endividamento das empresas baixou ligeiramente e o dos particulares subiu ligeiramente.

“No setor privado, o endividamento dos particulares face ao setor financeiro aumentou 0,2 mil milhões de euros”, escreve o BdP, explicando que “este acréscimo foi parcialmente compensado pela diminuição do endividamento das empresas em 0,1 mil milhões de euros, sobretudo face ao setor financeiro“.

Porém, recorde-se que o indicador mais relevante para medir o endividamento de um país é o seu peso no PIB dado que o coloca em perspetiva da produção da economia. Nesta ótica, o valor tem vindo a descer desde o pico alcançado em 2013. 2019 fechou com um peso de 338,5% (foi revisto em baixa), menos 12,8 pontos percentuais face ao final de 2018 (351,3%).

Endividamento da economia em máximos de setembro de 2019

Fonte: Banco de Portugal. Em milhões de euros.

“Os dados publicados incorporam revisões desde janeiro de 2016, de acordo com a política de revisões das estatísticas do Banco de Portugal”, nota o banco central nos dados divulgados hoje.

Estes dados referem-se ao setor não financeiro, isto é, excluem os bancos e outras instituições financeiras. O valor não está consolidado, ou seja, não desconta o endividamento entre os vários agentes.

(Notícia atualizada às 11h09 com mais informação)

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