Número de infetados com coronavírus aumenta 1,99%. Há 854 mortos e 1.228 recuperados

Até à meia noite, o número de casos confirmados de Covid-19 em Portugal subiu para 22.797, enquanto o número de mortes provocadas pelo coronavírus aumentou para 854.

As autoridades de saúde portuguesas identificaram 444 novos casos de Covid-19, elevando de 22.353 para 22.797 o número de pessoas infetadas pelo novo coronavírus no país. Trata-se de uma taxa de crescimento diário de 1,99%. Nas últimas 24 horas, morreram 34 pessoas, elevando o número de vítimas mortais para 854, de acordo com os dados da Direção-Geral de Saúde.

Segundo o último balanço das autoridades de saúde, dos 22.797 casos confirmados em Portugal por Covid-19, 1.068 pessoas estão atualmente internadas (menos 27 do que nas últimas 24 horas), das quais 188 em unidades de cuidados intensivos (menos 16). A maioria dos doentes continua ser tratada no domicílio. Nesse sentido, na conferência de imprensa diária, o secretário de Estado, António Lacerda Sales, disse que há 86,2% dos casos em tratamento domiciliário e 4,7% em internamento, “dos quais 0,8% em unidades de cuidados intensivos e 3,9% em enfermaria.”

Quanto ao número de mortes, há mais 34 óbitos declarados nas últimas 24 horas pela doença, em linha com as projeções dos dois últimos dias. No total, já 854 pessoas já morreram desde que o surto foi detetado no país, a 2 de março. “A taxa de letalidade global é 3,7% e a taxa de letalidade em pessoas acima dos 70 anos é de 13,5%”, apontou António Lacerda Sales.

O número de pessoas recuperadas continua a aumentar. São agora 1.228 recuperados, mais 27 do que no balanço anterior. Há ainda 4.377 pessoas a aguardar resultados laboratoriais, bem como 29.621 em vigilância pelas autoridades de saúde.

O Norte continua a ser a região mais afetada, com um total total de 13.707 casos confirmados e 491 vítimas mortais. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo conta com 5.277 casos e 166 mortes e o Centro com 3.116 pessoas infetadas e 163 mortes.

No Algarve, há 320 infetados e 11 vítimas mortais, enquanto o Alentejo tem 183 casos confirmados e uma morte. Nas regiões autónomas, há 109 casos de infeções nos Açores, sendo que morreram já oito pessoas. Na Madeira não há registo de vítimas mortais, sendo que se mantêm os 85 doentes confirmados.

“Estamos a realizar cerca de 31 mil testes por milhão de habitante”

Na conferência de imprensa diária, o secretário de Estado da Saúde adiantou que desde o dia 1 de março “foram feitos 317 mil testes de diagnóstico em Portugal”. Na última terça-feira foi o dia foram processadas mais amostras: “14.769 testes, das quais 7,6% com resultado positivo”, aponta António Sales. Para o governante, isto revela que “o aumento de testagem não se tem refletido num aumento proporcional de casos positivos, o que é seguramente um indicador positivo”.

Ainda relativamente à capacidade de testagem, o secretário de Estado disse que desde o dia 1 de abril foi feita uma média de 10.729 testes por dia, bem acima dos valores registados no início da pandemia. “Estamos a realizar cerca de 31 mil testes por milhão de habitante o que nos parece significativo”, revelou.

Distanciamento social e regras de higiene são para manter durante desconfinamento

Face aos resultados apresentados e apesar de Portugal ter conseguido “manter uma curva controlada”, a diretora-geral da Saúde avisa que “não são níveis zero, nem tendem para zero”, pelo que as medidas distanciamento social e regras de higiene são para manter durante desconfinamento.

Para Graça Freitas é fundamental “manter muitas das regras que aprendemos” durante estas semanas. “Temos de continuar a conviver dentro dos nossos pequenos núcleos familiares, dentro dos nossos pequenos núcleos de amigos, mas com distanciamento social em relação às outras pessoas”, recomenda a diretora-geral da Saúde. Além disso, apela ao reforço da “higiene pessoal e a higiene das superfícies“, assim que o Estado de Emergência for levantado.

A ideia é “adquirir uma nova forma de viver”, já que mesmo que as restrições sejam levantadas de forma gradual “o vírus continua a circular em Portugal, na Europa e no mundo”, concluiu.

Esta sexta-feira, o primeiro-ministro voltou a frisar que a 30 de abril o Conselho de Ministros vai anunciar qual é o calendário de libertação das normas de confinamento, sublinhando que o levantamento das restrições deverá ser feito de 15 em 15 dias e por setores: os primeiros levantamentos acontecerão a 4 de maio, a segunda vaga a 18 de maio e a terceira a 1 de junho, frisou.

(Notícia atualizada às 14h34)

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