Seguradora GamaLife com prejuízo de 98,1 milhões em 2019

  • ECO Seguros e Lusa
  • 29 Abril 2020

Um reforço de provisões agravou o prejuízo da seguradora no ano de passagem de GNB Vida para Gamalife. O volume de negócios aumentou 60% para perto de 600 milhões de euros.

A GamaLife – Companhia de Seguros de Vida, antiga GNB Vida, registou 98,1 milhões de euros de prejuízo em 2019, valor que compara com um resultado líquido negativo de 53,6 milhões de euros em 2018, foi anunciado.

O resultado consolidado líquido do exercício foi de -98,1 milhões de euros (-53,6 milhões de euros em 2018)”, lê-se no relatório anual sobre a solvência e a situação financeira da companhia, enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

De acordo com a GamaLife, este resultado foi “significativamente influenciado pela constituição de uma provisão para compromisso de taxa de garantias, decorrente da aplicação das normas contabilísticas a que a companhia está sujeita”.

Por sua vez, o volume de negócios da empresa progrediu 59,3% em 2019, para 591,2 milhões de euros, com o impulso dos programas de poupança reforma, no montante de cerca de 433,2 milhões de euros.

“A GamaLife – Companhia de Seguros de Vida, S.A. cumpriu durante todo o ano de 2019 o seu requisito de capital de solvência e o requisito mínimo de solvência”, refere.

No documento, a empresa sublinha que a pandemia de Covid-19 está a afetar “de forma significativa a economia mundial”, sendo o seu impacto ainda incerto e dependente das medidas preventivas adotadas, da duração da epidemia e da implementação de medidas económicas.

Assim, e tendo em conta as previsões até à data e as análises efetuadas aos impactos do novo coronavírus, “é expectativa da companhia continuar a cumprir o requisito de capital de solvência e manter um nível adequado de fundos próprios”.

A GamaLife dedica-se, em exclusivo, ao ramo de vida, nomeadamente seguros de vida risco, de capitalização e planos poupança reforma, através das redes bancárias do grupo Novo Banco.

Em 14 de outubro de 2019, a companhia foi comprada por um conjunto de fundos geridos pela APAX Partners, saindo do grupo Novo Banco, onde se manteve até essa data, alterando recentemente a sua designação para Gamalife.

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