BCP já aprovou mais de 100 mil moratórias. Maya defende alargamento dos prazos até meados de 2021

Mais de 75% das moratórias foram concedidas às famílias. Miguel Maya defendeu uma extensão das maturidades das moratórias, idealmente até meados do próximo ano.

O BCP já aprovou mais de 100 mil moratórias as famílias e empresas que solicitaram uma suspensão temporária dos pagamentos dos empréstimos devido à pandemia de Covid-19. O CEO do banco, Miguel Maya, defende uma extensão das maturidades das moratórias, idealmente até meados do próximo ano e depois reavaliar. “Seria prestar um bom serviço à economia”.

A maioria das moratórias foram concedidas a famílias: mais 76.700 aprovadas pelo banco, representando mais de três quartos dos pedidos aprovados. Em relação às empresas, o BCP adianta que já concedeu mais de 23,7 mil moratórias.

Estas moratórias foram concedidas ao abrigo do regime público criado pelo Governo e que permite a suspensão das prestações (capital e/ou juros) durante seis meses e ainda do regime da Associação Portuguesa de Bancos que tem a duração de 12 meses.

Maya defendeu prazos mais alargados, mas por setor. “Desde o primeiro momento defendemos em vários fora que as moratórias deviam ser alargadas, ter prazos largos”, referiu o CEO na conferência de resultados. Os prazos “devem ser ajustados ao setor específico da empresa”. “Muitas empresas são viáveis mas precisam de tempo para gerar cash flow para pagar as dívidas”, destacou.

Prazos ideal? “O prazo mínimo até final do ano, e para alguns setores até final do primeiro trimestre do próximo ano. Se fosse acima disso, estaríamos a prestar um bom serviço à economia. (…) Até meados do próximo ano teria o nosso apoio“, acrescentou.

Por causa das provisões para a crise da pandemia, que totalizaram os 78,8 milhões de euros, o BCP registou uma queda de 77% do lucro para 35,3 milhões de euros no primeiro trimestre.

(Notícia atualizada às 18h19)

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