Sumol+Compal prolonga lay-off por um mês. Diretores passam a estar abrangidos

Dos mais de mil trabalhadores da Sumol+Compal, cerca de 40% vão continuar em lay-off a partir desta quarta-feira. Além disso, os diretores passam agora a estar abrangidos pela medida.

A Sumol+Compal decidiu prolongar o lay-off simplificado, face à quebra de vendas mais de 40%. Cerca de 40% dos colaboradores continuarão abrangidos por esta medida durante mais 30 dias, sendo que agora os diretores da empresa também são abrangidos.

“Neste enquadramento, a empresa vai implementar um segundo plano de lay-off parcial a partir do dia 20 de maio e por mais 30 dias. O lay-off parcial prevê que uma parte dos colaboradores esteja em regime de suspensão temporária do contrato de trabalho e outra parte entre no regime de redução temporária do período normal de trabalho“, explica a Sumol+Compal, num comunicado divulgado esta terça-feira.

Além disso, “os diretores passam a estar abrangidos pelo lay-off parcial”, sendo que os “administradores mantêm a redução significativa na remuneração”, apesar de não estarem abrangidos por este regime.

Ao abrigo deste regime, os trabalhadores recebem, pelo menos, dois terços do seu salário, sendo esse valor pago em 70% pela Segurança Social e em 30% pelo patrão. No caso da redução da carga horária, o trabalhador tem a receber o equivalente às horas de trabalho mantidas, ou seja, se trabalhar 70% do horário normal, tem direito a 70% da sua remuneração.

No caso da Sumol+Compal, a empresa esclarece ainda que “vai continuar a assumir uma posição de proteção adicional do rendimento dos colaboradores abrangidos pelo lay-off” através de “um complemento de salário”. O objetivo é garantir que a redução da remuneração fixa para os colaboradores com salários mais baixos “não seja superior a 10%”, sendo que, nos mais altos “será, no máximo, de 25%”, mais 5% do que a meta tabelada para o mês de abril.

A Sumol+Compal justifica o prolongamento desta medida face o impacto da pandemia de Covid-19 na sua atividade, nomeadamente devido “ao encerramento de bares, restaurantes, centros comerciais e cafés”, na sequência do Estado de Emergência. Face a esta situação a empresa registou “perdas superiores a 40% nas vendas, quando comparadas com o ano anterior”, lê-se na nota de imprensa.

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