Sumol+Compal põe 40% dos trabalhadores em lay-off

  • ECO
  • 17 Abril 2020

Dos mais de mil trabalhadores da Sumol+Compal, cerca de 40% vão ficar em lay-off a partir desta segunda-feira. Alguns ficam com os contratos suspensos, os outros com carga horária reduzida.

A Sumol+Compal decidiu recorrer ao lay-off simplificado face ao forte impacto da pandemia de coronavírus nas suas vendas e produção. Dos mais de mil trabalhadores ao serviço desta empresa, cerca de 40% serão abrangidos por esta medida, ficando alguns com o contrato de trabalho suspenso e outros com o horário reduzido.

“A empresa vê-se obrigada a colocar cerca de 40% dos colaboradores em lay-off simplificado, a partir de segunda-feira, 20 de abril de 2020, por um período de 30 dias. O lay-off parcial prevê que uma parte dos colaboradores esteja em regime de suspensão temporária do contrato de trabalho e outra parte entrará no regime de redução temporária do período normal de trabalho”, explica a Sumol+Compal, num comunicado divulgado, esta sexta-feira.

Ao abrigo deste regime, os trabalhadores recebem, pelo menos, dois terços do seu salário, sendo esse valor pago em 70% pela Segurança Social e em 30% pelo patrão. No caso da redução da carga horária, o trabalhador tem a receber o equivalente às horas de trabalho mantidas, ou seja, se trabalhar 70% do horário normal, tem direito a 70% da sua remuneração.

No caso da Sumol+Compal, a empresa esclarece que “não haverá uma redução da remuneração fixa para os colaboradores com os salários mais baixos” e, nos mais altos, a redução “será no máximo de 20%”. Fora do lay-off mas também com os rendimentos reduzidos, ficarão os administradores e diretores que “acordaram uma redução significativa na remuneração, durante o período de lay-off parcial”.

A Sumol+Compal justifica a escolha deste regime com o forte impacto da pandemia de coronavírus na sua atividade: nas vendas as perdas são superiores a 90% e na produção há uma redução de mais de 40%.

Até ao momento, mais de 82 mil empresas já aderiram ao lay-off simplificado, menos de um mês depois de o Governo ter aberto a porta a este regime excecional.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Sumol+Compal põe 40% dos trabalhadores em lay-off

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião