Navigator cai após corte de dividendo. Bolsa de Lisboa quebra série de ganhos

A subir há quatro sessões consecutivas, o PSI-20 interrompeu a série de ganhos. As correções da Galp e do BCP, bem como o efeito do corte de dividendo nas ações da Navigator foram determinantes.

O PSI-20 fechou no vermelho pela primeira vez em cinco sessões, em linha com as perdas na Europa. As perdas da Galp e do BCP, que corrigiram após os últimos ganhos, e o impacto que o corte de dividendo teve nas ações da Navigator levaram a bolsa de Lisboa para terreno negativo.

O índice de referência nacional caiu 0,20% para 4.214,95 pontos. O Stoxx 600 caiu 0,7%, enquanto o alemão DAX perdeu 1,4% e o francês CAC 40 recuou 1,2%. A exceção foi o espanhol IBEX 35, que subiu 0,1%.

As bolsas do Velho Continente fecharam em baixa. Este recuo em parte deveu-se a uma correção natural após as últimas sessões e em parte resultou do agudizar das tensões sino-americanas“, explica o BPI numa nota de fecho da sessão, sublinhando que “o mercado português terminou a sessão sem grandes variações”.

A provocar as perdas estiveram a Galp (que afundou 2,57% para 10,44 euros), o BCP (que cedeu 1,6% para 0,092 euros) e a Navigator (que caiu 1,77% para 2,222 euros).

A industrial do setor do papel e pasta de papel anunciou esta quarta-feira que vai prolongar até ao final de junho a redução parcial de produção de papel de impressão e escrita, após ter assistido a uma queda de 38% nos lucros no primeiro trimestre. Vai também reduzir os investimentos em 56% e recorrer ao lay-off, o que a obriga a suspender o pagamento de dividendos.

A fraqueza da Galp, da Navigator e do BCP foi compensada pelas subidas do grupo EDP e da Jerónimo Martins. A grande estrela acabou por ser novamente a Ibersol, que encerrou com uma valorização de 24,58%”, acrescenta o BPI.

A elétrica liderada por António Mexia ganhou 3,07% para 14,945 euros, enquanto a eólica EDP Renováveis subiu 1,6% para 11,42 euros. No retalho, a Jerónimo Martins subiu 3,07% para 14,945 euros e a Sonae — que anunciou prejuízos de 59 milhões no primeiro trimestre — avançou 1,2% para 0,6735 euros.

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