“As pessoas vão ter saudades da carga fiscal dos últimos anos”, diz Mendonça Mendes

"Quando eu digo que vamos ter saudades desta carga fiscal é porque vamos ter saudades do nível de emprego que conseguimos ao longo dos últimos cinco anos", detalhou o secretário de Estado.

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais antecipa que os portugueses “vão ter saudades da carga fiscal dos últimos anos”. Numa conferência promovida pela Ordem dos Contabilistas Certificados, António Mendonça Mendes explicou, esta sexta-feira, que a “grande influência” para os níveis recorde de carga fiscal estava a ser a receita contributiva, que crescia mais de 7%. A pandemia de coronavírus veio, contudo, travar essa tendência, provocando uma escalada do desemprego e ameaçando as contribuições sociais.

“Sabe que eu acho que as pessoas vão ter saudades da carga fiscal dos últimos anos. A carga fiscal, sendo o conjunto da receita fiscal e da receita contributiva, a grande influência para o aumento da carga fiscal foi a receita contributiva e a receita contributiva decorreu de haver mais e melhor emprego”, disse o responsável, referindo que a crise pandémica atual veio pôr “a nu a importância das contribuições para a Segurança Social”.

Com o desemprego a disparar face aos efeitos do surto de Covid-19 na atividade das empresas nacionais, o secretário de Estado frisou, esta sexta-feira, que o país vai “ter saudades do nível de emprego, quase pleno emprego” conseguido ao longo dos últimos anos. “Quando eu digo que vamos ter saudades desta carga fiscal é porque vamos ter saudades do nível de emprego que conseguimos ao longo dos últimos cinco anos”, detalhou o mesmo.

António Mendonça Mendes aproveitou ainda para, mais uma vez, rejeitar que o aumento da carga fiscal tenha resultado de um aumento de impostos. “Não houve nenhum aumento de impostos, a receita fiscal estava a aumentar em função daquilo que era o bom ritmo da atividade económica, mas também aquilo que era o contributo do IRS pelo emprego”. E acrescentou: “A receita contributiva crescia mais de 7%, vamos ter saudades desse crescimento”.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a carga fiscal fixou em 2019 em 34,8% do PIB. Este valor é o mesmo que o registado em 2018 e é o mais elevado desde, pelo menos, 1995.

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