Lucro da Ramada Investimentos cai 30%. Covid-19 pesa

  • Lusa e ECO
  • 28 Maio 2020

Pandemia obrigou a empresa a encerrar a unidade de Ovar, responsável por 40% do volume de negócios do grupo.

A Ramada Investimentos e Indústria registou 1,3 milhões de euros de lucro no primeiro trimestre, menos 30,1% do que em igual período do ano anterior. A pandemia provocou mossa nas contas da empresa.

“O resultado líquido consolidado registado no primeiro trimestre de 2020 no valor de 1.334 milhares de euros, apresentou um decréscimo de 30,1% face ao resultado líquido do período homólogo do ano anterior”, lê-se no comunicado remetido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Nos primeiros três meses do ano, o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) da empresa cedeu 27,9% para 2,8 milhões de euros.

Por sua vez, no período de referência, as receitas totais fixaram-se em 26,48 milhões de euros, o que representa uma descida homóloga de 13,3%.

Esta quebra de receitas traduziu especialmente a redução expressiva das vendas no segmento industrial, enquanto o de imobiliário apresentou um crescimento. No industrial, que considera a produção de aços, as receitas caíram 65%.

A empresa lembra que “na sequência da Declaração de Situação de Calamidade no Município de Ovar, a sua subsidiária Ramada Aços, unidade de produção localizada em Ovar, responsável por cerca de 40% do volume de negócios do grupo, teve a sua sede encerrada desde o dia 18 de março de 2020 até ao dia 6 de abril de 2020″.

“O impacto nos resultados do grupo de um encerramento de três semanas foi em parte compensado com a deslocalização da produção e da satisfação das encomendas dos clientes através das filiais do grupo”, acrescenta.

“O grupo está neste momento, apesar da instabilidade do mercado, no processo de retoma gradual das operações encerradas temporariamente. A celeridade da recuperação da atividade operacional do grupo irá depender da evolução dos mercados nacionais e internacionais, especialmente, no setor automóvel“, remata.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Lucro da Ramada Investimentos cai 30%. Covid-19 pesa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião