Reabertura já se reflete nas comunicações. Tráfego de dados cai 7%

  • Lusa e ECO
  • 29 Maio 2020

A segunda fase do desconfinamento em Portugal já se vê nos números da Anacom. Caiu o tráfego de dados, as reclamações e até o número de encomendas.

O tráfego de dados (internet) caiu 7% e o de voz 2% na semana terminada a 24 de maio, face à anterior, numa trajetória descendente após o pico registado durante o estado de emergência, apontam os dados divulgados pela Anacom.

Em comunicado, a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) refere que, entre 18 e 24 de maio, “o tráfego de comunicações eletrónicas caiu face à semana anterior, 7% no caso dos dados e 2% no caso da voz”. Esta foi a semana do arranque da segunda fase do desconfinamento em Portugal.

O regulador sublinha que, “depois do excecional crescimento verificado na sequência da declaração de pandemia e do início do estado de emergência, o tráfego parece ter iniciado uma trajetória descendente, tendo atingido na semana em análise o seu valor mínimo desde a semana de 2 a 8 de março, no caso da voz, e desde o início do estado de emergência no caso do tráfego de dados”. A Anacom acrescenta que “todos os tipos de tráfego entraram em queda”.

Relativamente à semana anterior, “o tráfego de dados de fixo diminuiu 7% e o tráfego de dados móveis caiu 3%, sendo este último inferior ao tráfego da semana anterior à declaração de pandemia”. No que respeita ao tráfego de voz, tanto a móvel (-2%) como a fixa (-5%) registaram quebras.

No entanto, “o tráfego de dados encontra-se ainda 40% acima do verificado no período pré-covid-19, representando os dados fixos mais de 95% do total”. O tráfego de voz “foi 15% superior ao registado na semana anterior à declaração de pandemia”. A voz móvel tem um peso de 88% no total do tráfego de voz.

Reclamações também em queda. Recuam 12%

As reclamações sobre comunicações eletrónicas e serviços postais recuaram 12% na semana terminada em 22 de maio, face à anterior, divulgou também a Anacom. O regulador refere que “entre os dias 16 e 22 de maio foram apresentadas 1.956 reclamações sobre serviços de comunicações no livro de reclamações eletrónico, menos 12% do que na semana anterior”.

No que respeita às reclamações sobre comunicações eletrónicas, estas “caíram 12% e representam 65% do total do setor, enquanto as reclamações sobre serviços postais representam 35%, tendo caído igualmente 12% nesta semana”.

A entidade liderada por João Cadete de Matos sublinha que, “apesar da redução do número de reclamações sobre telecomunicações, registou-se um aumento das queixas relacionadas com o cancelamento de serviços, a velocidade da Internet e com os equipamentos”. Os problemas “com a gestão dos contratos, o cancelamento e a avaria de serviços continuam a ser os assuntos mais reclamados pelos utilizadores”, tendo sido “a Vodafone o operador mais reclamado pela segunda semana consecutiva”.

No setor postal, “as reclamações diminuíram no total, mas assistiu-se a um aumento das reclamações contra alguns dos prestadores postais de menor dimensão”, refere a Anacom. “O atraso na entrega continua a ser o assunto mais reclamado, tendo registado um ligeiro aumento”, enquanto “o extravio ou atraso significativo” é o segundo mais referido pelos utilizadores pela segunda semana consecutiva. “Os CTT continuam a ser o operador mais reclamado neste setor”, refere.

Tráfego de encomendas postais recua 5%

O tráfego de encomendas postais recuou 5% na semana terminada em 24 de maio, face à anterior, segundo a Anacom.

“Depois do mínimo atingido na semana posterior ao início do estado de emergência, o tráfego de encomendas iniciou uma recuperação que o fez ultrapassar (semana de 13 a 19 de abril) os valores contabilizados nas semanas anteriores à declaração de pandemia e atingir um máximo na semana posterior ao final do estado de emergência e ao início do desconfinamento (4 a 10 de maio)”, refere o regulador, em comunicado.

A Anacom adianta que, “nas últimas duas semanas, o tráfego caiu, mas está 18% acima do valor do período pré-Covid-19”.

No período em análise, as encomendas nacionais diminuíram 6% e as encomendas enviadas para outros países recuaram 4%, enquanto as encomendas recebidas do exterior diminuíram 1%. “O volume de todos tipos de encomenda encontra-se ainda acima dos valores contabilizados na semana anterior à declaração de pandemia (semana de 2 a 8 de março).

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