Allianz e Generali ponderam venda de ativos do ramo Vida

  • ECO Seguros
  • 31 Maio 2020

As companhias pretendem desfazer-se de ativos considerados pouco eficientes em termos de rentabilidade e utilizar o encaixe para reforçar requisitos de capital e de solvência.

A seguradora germânica Allianz estuda vender até 9 mil milhões de euros em ativos do ramo Vida, nomeadamente em Itália e outros países, disseram fontes da agência noticiosa avança a Bloomberg. A instituição alemã já estará a trabalhar com o banco Morgan Stanley para rever e aligeirar o peso da sua carteira Vida.

A eventual concretização de uma transação envolvendo parte desse ativo poderia render 500 milhões de euros, quantifica a notícia explicando que o resultado da operação permitiria à Allianz a libertar recursos para melhorar requisitos de capital mínimo e de solvência, indicadores em que o ramo Vida apresenta normalmente rácios inferiores aos do negócio não Vida.

Por seu lado, a Assicurazioni Generali já terá decidido avançar para a venda da sua carteira de seguros Vida em França, uma operação que as fontes da Bloomberg classificam já como um negócio histórico. Para a eventual alienação, avança a mesma fonte, a seguradora italiana já contratou a especialista em serviços financeiros Fenchurch Advisory para auxiliar numa operação cujo valor poderá situar-se num intervalo alargado entre mil milhões e dois mil milhões de euros. No caso da Generali, os ativos para venda integram o portefólio back book, vinculado a produtos de poupança e que integra a unidade de seguros de vida.

Os desinvestimentos da Allianz e da Generali estarão na mira de operadores especializados na consolidação dos designados ativos legacy (carteiras compostas por apólices antigas), de capital intensivo e pouco eficientes em termos de rentabilidade, como acontece com apólices do ramo Vida. No entanto, de acordo com as mesmas fontes, as seguradoras europeias referenciadas ainda não tomaram qualquer decisão sobre o assunto.

A Bloomberg cita ainda um estudo da PwC para recordar que a redução de ativos legacy pode revelar-se, este ano, um fator impulsionador de movimentos de consolidação (fusões e aquisições) na Europa, nomeadamente em França e na Holanda.

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