BCP sobe 20% em três dias. Dispara 40% desde o mínimo histórico

Ações do banco liderado por Miguel Maya disparam mais de 7%, alargando para mais de 20% o ganho acumulado em apenas três sessões. Desde os mínimos históricos já ganha 40%.

O BCP volta a brilhar, sendo novamente o principal motor dos ganhos da praça bolsista nacional que continua a “cavalgar” à boleia da recuperação das economias. As ações do banco liderado por Miguel Maya disparam mais de 7%, alargando para mais de 20% o ganho acumulado em apenas três sessões. Ações já estão perto dos 12 cêntimos.

As ações do BCP valorizam 7,5%, para os 11,89 cêntimos, sendo que no arranque deste dia já estiveram a negociar nos 11,94 cêntimos, um máximo desde 13 de março. Na última sessão, as ações dispararam 10%, elevando-se agora para 20% o ganho nesta semana. Comparando com o mínimo de 8,46 cêntimos em meados de maio, a escalada ascende a 40%.

Os títulos do banco liderado por Miguel Maya têm vindo a acompanhar a melhoria das perspetivas económicas perante o desconfinamento gradual que se assiste de forma transversal na Europa e que tem dado ânimo aos investidores.

Daí que as últimas sessões estejam a ser marcadas por fortes ganhos para as ações europeias, rumo que a praça bolsista nacional, tem acompanhado. O setor da banca tem sido dos que mais se têm deixado animar por esse cenário de recuperação da economia. Nesta sessão, o setor da banca europeia no seu todo valoriza 2,77% nesta sessão.

BCP acelera até máximos de março

A ajudar a explicar a subida das ações europeias, e em particular da banca, está a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) venha a reforçar a sua bazuca de estímulos na reunião de política monetária que acontece esta quinta-feira.

A perspetiva dos investidores de que o BCE possa aumentar o programa de compra de dívida em 500 mil milhões é visto como um fator dinamizador da recuperação. Ao comprar a dívida, o banco central absorve os encargos dos países com as medidas de relançamento da economia ao mesmo tempo que mantém reduzido o custo desse financiamento.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BCP sobe 20% em três dias. Dispara 40% desde o mínimo histórico

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião