Há 377 novos casos de coronavírus, 89% na região de Lisboa. Morreram mais dez pessoas

Aumentou para 33.969 o número de infetados com coronavírus no país. Entre os casos detetados nas últimas 24 horas, 336 foram na região de Lisboa e Vale do Tejo.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou 377 novos casos de Covid-19, elevando para 33.969 o número de pessoas infetadas pelo novo coronavírus no país. Trata-se de uma taxa de crescimento diária de 1,12%. Nas últimas 24 horas morreram dez pessoas com a doença, segundo a última atualização ao boletim das autoridades de saúde portuguesas.

A maioria das novas infeções foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, 336 dos 377 novos casos, o que representa cerca de 89% do total. A diretora-geral da Saúde garante que “a situação tem sido acompanhada com muita atenção”, sendo que esta região apresenta uma tendência estável mas com números de incidência relativamente elevados em relação ao resto do país.

Do total de infetados, 96% está sob tratamento médico em casa, adiantou António Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, na conferência de imprensa diária da DGS. Estão internados 421 doentes com Covid-19, dos quais 58 nos cuidados intensivos. Há 1.636 pessoas a aguardar resultados laboratoriais e 28.685 sob vigilância das autoridades de saúde. Um total de 20.526 pessoas já recuperaram da doença.

Boletim epidemiológico de 5 de junho:

A nível regional, em termos acumulados, o Norte continua a ser a região mais afetada no país pelo surto, com um total de 16.834 casos já confirmados e 803 mortes, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo (com 12.473 casos e 387 mortes) e da região Centro (3.789 casos e 244 mortes). Segue-se o Algarve (380 casos e 15 mortes) e o Alentejo (263 casos e uma morte). Nas regiões autónomas, os Açores registam 140 casos e 15 óbitos, enquanto a Madeira contabiliza 90 pessoas infetadas.

Governo autoriza “mobilidade temporária” de médicos e enfermeiros para Algarve

Com a abertura da época balnear, nomeadamente com os feriados e as férias, muitas pessoas rumam ao Algarve. Como tal, o Governo autorizou uma “mobilidade temporária” de médicos e enfermeiros para a região, de modo a conseguir responder ao “aumento transitório” da população naquela zona do país.

“Assinei um despacho que autoriza a mobilidade temporária de médicos e enfermeiros para serviços e estabelecimentos de saúde” situados no Algarve, de acordo com as necessidades, adiantou o secretário de Estado, na conferência de imprensa habitual. Os profissionais de saúde podem ver as vagas disponíveis na página da Administração Regional de Saúde.

O secretário de Estado da Saúde esclareceu também que a contratação de 2.710 profissionais de saúde até ao final do ano, anunciada na quinta-feira pelo primeiro-ministro, acresce aos 2.800 que já tinham sido contratados durante a pandemia. Desta forma, no total, serão contratados 5.510 profissionais de saúde para Serviço Nacional de Saúde.

Entrando no período habitual de descanso dos portugueses, Graça Freitas aponta que “este ano vamos poder fazer férias, mas de forma diferente”. “Temos de manter distanciamento físico em relação a outras pessoas”, reforçou, apontando que “o vírus ainda não desapareceu e vai continuar durante mais tempo”.

A diretora-geral da Saúde reforçou, por fim, o apelo para que as pessoas se mantenham em isolamento, “durante 14 dias após a data de início de sintomas para os doentes ou após terem dado positivo ou após a data em que estiveram em contacto com um caso positivo”. O nosso país está à beira de controlar a situação epidémica e portanto temos de fazer um esforço final”, reiterou Graça Freitas.

(Notícia atualizada pela última vez às 18h10)

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