Viana numa máscara. E produzida por costureiras locais em lay-off ou desempregadas

Uma loja de artesanato de Viana do Castelo deu trabalho a costureiras em lay-off ou desempregadas. Estão a produzir máscaras de proteção social reutilizáveis a partir de tecidos tradicionais.

Já pode andar a “passear” a tradição de Viana do Castelo pela rua. Tudo graças à Papaya, uma loja de artesanato local que começou a produzir máscaras de proteção social reutilizáveis a partir de tecidos tradicionais e originais da cidade — e com o trabalho de costureiras locais, que se encontravam em regime de lay-off ou desempregadas.

A loja independente de artesanato local, cujo negócio estava muito sustentado no turismo — um dos setores mais afetados pela pandemia — decidiu impactar o mercado da região. A ideia partiu de uma cliente de Anabela Viana, artesã e dona da Papaya, que a desafiou a investir na produção de máscaras sociais. Ao projeto juntou-se o empreendedor Ricardo Viana, com 27 anos, filho de Anabela.

Máscaras de proteção social são produzidas com tecidos tradicionais de Viana do Castelo.D.R.

“Num contexto como este, sentimo-nos no direito de ajudar. Embora separados, estamos juntos. E é por isso que a Papaya está empenhada em ajudar a comunidade local e a pôr Viana do Castelo no mapa, uma das regiões mais afetadas pela pandemia, através da criação de postos de trabalho. É o caso das nossas costureiras, que têm posto em prática os seus conhecimentos para trazer a tradição dos lenços característicos de Viana, para estampar os sorrisos dos portugueses através das nossas máscaras de proteção social”, diz Anabela Viana citada em comunicado.

Vendidas online através do site Papaya Masks, as máscaras são produzidas em dois tamanhos (adulto e criança) e custam dez ou oito euros, respetivamente. Além dos tecidos locais, têm filtro TNT de 80gr, que pode ser substituído por recargas vendidas a um euro a unidade. Cada máscara vendida contribui com um euro para a compra de material hospitalar.

“Temos orgulho nas nossas raízes. E é por isso que queremos continuar a espalhar a tradição minhota pelos portugueses. Se não sabemos quando o mundo vai voltar a Viana, tem de ser Viana a ir ao mundo através das máscaras feitas pelas nossas mãos, e que na sua produção envolvem as gerações mais antigas que conhecem os processos de confeção, e as gerações mais novas, que conhecem as tecnologias e que têm vontade de pôr Viana no mapa”, acrescenta Ricardo Viana, diretor de marketing da Papaya.

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