Pandemia arrefece vendas de casas e novos arrendamentos

O novo contexto criado pelo surto de Covid-19 levou a uma diminuição no volume de vendas de alojamentos familiares e de novos contratos de arrendamento na generalidade do país no mês de abril.

Depois de um mês marcado pelo confinamento, a pandemia continuou a pressionar o mercado imobiliário em abril. Nesse mês, foram vendidos 5,1 alojamentos por cada mil alojamentos familiares clássicos em Portugal. O número representa uma queda de 19% face a março e uma redução de 17% comparativamente com abril de 2019.

Esta informação faz parte de uma análise do Instituto Nacional de Estatística (INE) a vários indicadores que põe a descoberto o impacto socioeconómico da pandemia. Os dados dizem respeito a um período de paralisação para uma parte significativa da economia portuguesa, coincidindo ainda com o estado de emergência, que obrigou a generalidade dos portugueses a ficarem em casa.

Segundo o INE, a nível regional, apenas a Área Metropolitana de Lisboa e o Algarve registaram valores acima da média nacional, com, respetivamente, 7,1 e 6,7 alojamentos familiares vendidos por cada mil. Todas as restantes regiões “apresentaram um número de vendas por mil alojamentos familiares inferior à referência nacional, destacando-se o Centro com o menor” valor face às demais zonas do país.

Contas feitas, “em abril de 2020, em todas as regiões NUTS II, registou-se uma diminuição do número de vendas de alojamentos familiares face ao período homólogo, destacando-se a redução no Algarve (-24,3%) e a Região Autónoma da Madeira (-20,5%)”, destaca o organismo oficial de estatística. Um sinal do impacto da pandemia nas vendas de imobiliário para habitação em Portugal, mas que não permite imediatamente concluir se a pressão foi exercida do lado da oferta ou da procura, ou em ambas as vertentes.

Arrendamento recua. Só Lisboa fica acima da média

Mas não foram apenas as vendas de imobiliário a sofrerem esta pressão. Também o mercado do arrendamento assistiu a alterações nos padrões devido à pandemia, depois de o Governo ter permitido durante o estado de emergência o prolongamento dos contratos de arrendamento que estavam a expirar, facilitando a vida a muitas famílias com casa arrendada e que poderiam ficar desalojadas num período económico e financeiro mais sensível.

“Em abril de 2020, registaram-se 2,2 novos contratos de arrendamento por mil alojamentos familiares clássicos em Portugal, o que representou uma diminuição de 50% face ao mês anterior e de 13% face ao período homólogo”, destaca o INE. Todas as regiões NUTS II apresentaram números abaixo desta referência nacional, exceto a Grande Lisboa, com 2,9 novos contratos por cada mil alojamentos.

A divisão estatística do território por NUTS II designa-se por várias regiões alargadas, como Norte, Centro, Alentejo, Algarve, Área Metropolitana de Lisboa, Madeira e Açores.

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