Espanha admite fazer “marcha atrás” na entrada de turistas

Espanha admite recuar na entrada turistas no país, caso detete 50 novas infeções de Covid-19 por cada 100 mil habitantes numa semana. Apela ao bom senso de turistas e residentes.

Espanha admite recuar na decisão de deixar entrar turistas no país, caso detete 50 novas infeções de Covid-19 por cada 100 mil habitantes numa semana. O alerta foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas, após um encontro com a homóloga espanhola, Arancha González Laya, para analisarem assuntos comuns aos dois países relativos aos levantamento das restrições na Europa.

“Esperamos não chegar a um ponto a que tenhamos que voltar a ter que tomar medidas tão duras como as que tomámos no passado”, sublinhou o ministro alemão, citado pelo El Economista (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Ao mesmo tempo, a ministra dos Negócios Estrangeiros espanhola lembrou, que, apesar de Espanha ser um “lugar turístico seguro”, o risco zero não existe, pelo que é possível “reverter” a abertura do turismo. A governante referiu ainda que esse fechamento seria feito “de forma cirúrgica e controlada” para permitir tratar surtos.

Por isso, os dois políticos apelaram ao bom senso dos turistas para que tomem as medidas necessárias para minimizar o risco de contágio do vírus. “Enquanto não há tratamento nem vacina, temos que conviver com o vírus e minimizar o impacto para os turistas e residentes”, defendeu Arancha González Laya.

Espanha entrou este domingo, dia 21 de junho, na chamada “nova normalidade”, com o fim dos entraves à deslocação de pessoas em todo o território e a abertura das fronteiras com os países do espaço Schengen, com a exeção de Portugal, a pedido de Lisboa.

Assim, Portugal e Espanha só vão abrir as fronteiras 1 um de julho, numa cerimónia que será presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo rei de Espanha, Felipe VI, com a presença dos chefes dos governos, António Costa e Pedro Sánchez.

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