Corrida às bicicletas acaba com “cheques” para as elétricas

Nas últimas semanas dispararam os pedidos. Tinham sido disponibilizados 1.000 "cheques" para as "duas rodas", mas já há 1.060 pedidos só para bicicletas elétricas.

Durante o confinamento, muitos portugueses procuraram formas de se exercitarem ao ar livre. Uns a andar, outros a correr, e muitos em duas rodas. Aumentaram as compras de bicicletas, tanto convencionais como as da moda, as elétricas. Com a ajuda da bateria para pedalar, veio também a ajuda do Estado para a comprar. Mas, agora, acabaram-se os “cheques”.

Tanto na Europa, como por cá, as bicicletas ganharam protagonismo nos últimos meses, com cada vez mais cidadãos a recorrerem a este meio de transporte, seja para lazer, seja para a deslocação para o trabalho. Se até ao arranque do confinamento a adesão ao Incentivo pela Introdução no Consumo de Veículos de Baixas Emissões era modesta, nas últimas semanas dispararam os pedidos para a compra dos modelos elétricos.

Dados do Fundo Ambiental, responsável pela gestão destes apoios do Governo, mostram um crescendo de candidaturas ao “cheque” para a compra de bicicletas elétricas, de tal forma que já superam o total de incentivos disponibilizados. Tinham sido disponibilizados 1.000 “cheques” para as “duas rodas”, mas já há 1.060 pedidos só para bicicletas elétricas.

Num curto espaço de tempo, “esgotaram” os apoios, embora ainda não tenham sido entregues os “cheques” todos. Das 1.060 candidaturas, o Fundo Ambiental liquidou apenas 590, tendo sido excluídos 48 pedidos para um apoio que ascende a 50% do valor de aquisição, estando, no entanto, limitado a um máximo de 350 euros no caso dos particulares. Cada particular pode pedir apenas um apoio, já as empresas estão limitadas a quatro.

Os pedidos de apoios para a compra de bicicletas elétricas são os mais requisitados na categoria das “duas rodas”. Estes 1.000 “cheques” deveriam ser distribuídos entre estas bicicletas, mas também as bicicletas de carga, os motociclos e os ciclomotores elétricos, mas a adesão a estas categorias é muito reduzida. Foram pedidos apenas 29 apoios para motas elétricas, contando-se 14 no caso das bicicletas de carga e 8 nos ciclomotores.

Este número de pedidos de apoio para as bicicletas elétricas compara ainda com um outro, o atribuído às bicicletas convencionais, ou seja, aquelas em que não há bateria para ajudar nas subidas, apenas a força das pernas. Estas têm uma categoria só para si, tendo sido disponibilizados 500 destes “cheques”.

Enquanto as elétricas registam uma procura bem acima da oferta, no caso das bicicletas convencionais registam-se apenas 194 pedidos, tendo sido aprovados 128. No caso destas bicicletas o incentivo é, contudo, bem menos atrativo já que corresponde a apenas 10% do valor de aquisição, até um máximo de 100 euros. Ou seja, é preciso que a bicicleta custa 1.000 euros para se obter o apoio máximo.

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